7.500 praticantes do Falun Dafa participam de conferência em Taiwan

Mais de 7.500 praticantes da disciplina espiritual do Falun Dafa participaram da Conferência de Compartilhar Experiências de 2014 em Taiwan, que ocorreu em novembro na capital de  Taipei.

Além dos praticantes locais, praticantes de Hong Kong, Coreia do Sul, Japão, Cingapura, Vietnã, Estados Unidos e Europa também participaram deste evento anual.

Na conferência, muitos praticantes falaram de suas experiências cotidanas de cultivo seguindo os princípios guias de verdade, compaixão e tolerância. Também falaram sobre como eles esclarecem às pessoas sobre a perseguição que ocorre na China contra os praticantes chineses do Falun Dafa.

O Falun Dafa, também conhecido como Falun Gong, consiste de exercícios físicos e de uma fundação de valores morais, porém, na China, desde 1999, os praticantes têm sido brutalmente perseguidos pelo regime comunista chinês.

Compreender o significado da vida

Shi Yanfang, agora uma praticante da cidade de Kaohsiung (no sul de Taiwan), frequentemente refletia sobre o sentido da vida, pois ela sofria de más condições de saúde e, em 2010, foi várias vezes internada durante a noite devido a terríveis dores causadas por pedras nos rins.

Justamente quando os problemas de saúde e o desequilíbrio emocional devido à luta diária por fama e interesses pessoais se tornaram insuportáveis, Shi disse que sua vida deu uma grande reviravolta. Foi quando ela começou a praticar o Falun Dafa em novembro de 2010.

Agora, Shi tem uma atitude diferente diante da vida. Os conflitos e problemas do dia a dia já não a fazem sofrer como antes, pois ela entendeu o sentido da vida.

Tornando-se uma pessoa melhor

Luo Yongjie compartilhou sua experiência de como melhorou seu estado mental e físico quando superou o medo e abandonou seu apego pessoal à reputação ao promover o Shen Yun Performing Arts em Taiwan.

O Shen Yun é uma companhia de dança clássica chinesa sem fins lucrativos com sede em Nova York e que já viajou a mais de 20 países e 100 cidades desde que começou suas turnês mundiais em 2006 com a missão de reviver a cultura tradicional chinesa.

“Eu me considerava uma pessoa especial e lutava muito para sustentar e defender essa minha imagem pessoal”, disse Luo, comentando sobre como ele superou o medo associado a isso enquanto promovia o Shen Yun num banquete local.

Sensibilização para os direitos humanos

“Em dias de chuva forte, há menos praticantes nos locais de turístico, no entanto, os turistas chineses ainda fazem paradas programadas nesse local em seu trajeto turístico”, disse Fan Jinmei, uma senhora de 75 anos da cidade de Hsinchu, que diariamente viaja a Cihu, um lugar turístico pitoresco onde o ex-presidente nacionalista Chiang Kai-shek foi enterrado. “Seria errado se ninguém fosse lá para esclarecer os fatos da perseguição aos turistas chineses.”

Fan lembrou que, certa vez, quando ela praticava os exercícios no local turístico, os turistas chineses do continente comentaram como era agradável aos ouvidos a música dos exercícios e pediram-lhe para aumentar o volume.

Quinze ou dezesseis chineses do continente renunciaram ao Partido Comunista Chinês (PCC) depois de saberem o que ocorria de fato ao Falun Dafa na China.

Renunciar ao PCC, conhecido também como “Tuidang”, é um movimento que começou em 2004 e inspirou mais de 180 milhões de chineses a renunciar a suas ligações e afiliações com o PCC por meio de uma declaração pública ou online.

Viajando ao exterior para esclarecer os fatos

Huang Shuru disse que, desde abril de 2013, ela participa regularmente de desfiles em Hong Kong para conscientizar as pessoas sobre a perseguição ao Falun Gong na China.

Durante sua ida a Hong Kong, Huang disse que ela distribuiu aos chineses do continente o jornal Epoch Times. Huang constatou o quanto os chineses do continente querem saber sobre o que acontece na própria China, fatos que estão disponíveis com mais facilidade para quem vive fora da China.

A informação é fortemente censurada na China e fortes medidas foram impostas pelo regime chinês para bloquear a liberdade de imprensa e mídias sociais.

Huang disse que encorajou os turistas chineses a pegarem o jornal dizendo-lhes que Hong Kong é uma sociedade livre e que, assim como ela, muitas pessoas de Taiwan viajam a Hong Kong durantes os feriados nacionais e finais de semana com a esperança de ajudar os chineses do continente a não serem mais enganados pela a propaganda do PCC.

Pessoas querem aprender o Falun Gong

Zhang Jiazhen, uma professora aposentada de escola primária e moradora na cidade de Yunlin , em Taiwan, compartilhou como ela firmou o seu coração enquanto trabalhava como guia local na Exibição Internacional de Arte de Verdade Benevolência e Tolerância.

Como estudante e professora de artes, Zhang disse que ela pôde interagir com os visitantes estudantes sobre as diferentes técnicas de pintura, além de transmitir-lhes o significado por trás das palavras “verdade, compaixão e tolerância”.

Ao termino da exposição de arte, Zhang disse que muitos moradores da região quiseram aprender o Falun Gong e que um encontro foi organizado para que eles pudessem aprender a como se cultivar de acordo com a prática.

Leia o artigo original em chinês aqui.

 
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