5G: chefe de espionagem do Reino Unido levanta questões sobre equipamentos chineses

Ele afirmou que decisões ainda precisam ser tomadas sobre o papel da China na construção da rede 5G da Grã-Bretanha

Por Chloe Taylor – CNBC, Defesanet

O chefe do Serviço Secreto (MI6) do Reino Unido, Alex Younger, fez um raro discurso público. O chefe do MI6 disse que a agência deve considerar o papel das empresas de telecomunicações chinesas no desenvolvimento do 5G.

O Reino Unido e o Canadá são os únicos membros da aliança de segurança Five Eyes a não excluir empresas de tecnologia chinesas de trabalhar em suas redes 5G.

O chefe de espionagem do Reino Unido disse que decisões ainda precisam ser tomadas sobre o papel da China na construção da rede 5G da Grã-Bretanha.

Em um raro discurso público, o diretor do MI6 (Serviço Secreto Inglês), Alex Younger — também conhecido como “C” — foi questionado na segunda-feira (3) se permitiria que gigantes de telecomunicações chinesas como a Huawei forneçam tecnologia para o lançamento do 5G no Reino Unido. Ele disse a estudantes da Universidade de St. Andrews, na Escócia, que o Secret Intelligence Service (SIS) tinha “algumas decisões a serem tomadas” sobre o envolvimento da China.

“Precisamos decidir até que ponto nos sentiremos confortáveis “com a propriedade chinesa dessas tecnologias”, disse ele, observando que as estruturas chinesas enquadram-se no aspecto legal e ético do Reino Unido.

A Internet móvel 5G super rápida está amplamente prevista para revolucionar cidades e tecnologias futuras, como veículos autônomos, com muitos países se preparando para lançamentos nos próximos anos.

Na semana passada, a Nova Zelândia proibiu a Huawei de fornecer tecnologia para o lançamento do 5G — o terceiro membro da aliança de segurança Five Eyes a fazê-lo. Na época, o governo da Nova Zelândia afirmou ter identificado um “risco significativo de segurança de rede”. (Five Eyes é a união do Serviços de Inteligência dos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia)

A Austrália e os Estados Unidos também excluíram as empresas de telecomunicações chinesas do fornecimento de equipamentos 5G para suas redes domésticas, deixando o Canadá e o Reino Unido como os únicos membros a não descartar o uso do gigante das telecomunicações.

Todas as três nações citaram os temores de segurança nacional como a razão para excluir as empresas chinesas de seus lançamentos do 5G, com a contraparte australiana de Younger referindo-se a elas como “vendedores de alto risco”.

Um porta-voz da Huawei não estava imediatamente disponível para comentar quando contactado pela CNBC. No entanto, Eric Xu, um dos diretores rotativos da Huawei, disse à CNBC na quinta-feira que bloquear a Huawei no mercado de 5G pode resultar em custos mais altos para os consumidores e empresas de telecomunicações.

A Huawei e a ZTE — outra empresa chinesa bloqueada do mercado americano de 5G — negaram repetidamente que seu envolvimento nos lançamentos daria ao governo da China acesso a redes internacionais.

 
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