Publicado em 09/12/2016 às 15:37 - Atualizado em 09/12/2016 às 15:37

Parlamento da Coreia do Sul aprova impeachment da presidente

A Corte Constitucional deve decidir agora se mantém o impeachment

Assim como a presidente impedida do Brasil, Dilma Rousseff, Park poderá ser a primeira presidente mulher de seu país a ser destituída (Agência Brasil)

Assim como a presidente impedida do Brasil, Dilma Rousseff, Park poderá ser a primeira presidente mulher de seu país a ser destituída (Agência Brasil)

O parlamento da Coreia do Sul aprovou hoje (9) o impeachment da presidente Park Geun-hye, que foi acusada de envolvimento em um escândalo de tráfico de influência. Desta forma, ela está para se tornar a primeira líder eleita do país a ser afastada do cargo. Imediatamente após a aprovação do impeachment, os poderes de Park serão transferidos ao primeiro-ministro, Hwang Kyo-ahn, que está à espera da decisão do Tribunal Constitucional, o qual pode sancionar ou cancelar a sentença parlamentar.

A decisão dos parlamentares pelo impedimento teve 234 votos favoráveis e 56 contrários, o que mostra que dezenas de membros do partido de Park, o conservador Saenuri, deram seu apoio ao processo. Para que o pedido fosse aprovado, havia a necessidade de um mínimo de 200 votos de um total de 300 assentos.

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O processo pelo qual a Corte Constitucional da Coreia do Sul tomará a decisão de manter ou não o impeachment deve durar ao menos 180 dias.

Park Geun-hye foi acusada de ser cúmplice em um esquema de tráfico de influência e fraude. O centro do escândalo é a amiga e ex-confidente da presidente, Choi Soon-sil, que foi presa. Ela se aproveitou de seu relacionamento com Park para extorquir importantes empresas sul-coreanas. Choi teria causado interferência em assuntos de Estado mesmo não tendo cargo público. Mais de 50 empresas teriam sofrido pressão para doar 65,7 milhões de dólares a duas fundações.

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