Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada originalmente pela matriz americana do The Epoch Times.
A vice-presidente de Taiwan, Hsiao Bi-khim, afirmou, nesta sexta-feira (28), que não cederá à pressão do Partido Comunista Chinês (PCCh), após revelações de que o regime teria planejado intimidá-la fisicamente durante uma visita oficial a Praga no ano passado.
Em uma declaração publicada na rede social X, Hsiao disse que sua visita ao país da Europa Central transcorreu sem problemas e agradeceu às autoridades tchecas pela hospitalidade e por “garantirem minha segurança”.
“As atividades ilegais do PCCh NÃO vão me intimidar nem me impedir de defender os interesses de Taiwan na comunidade internacional”, afirmou.
A inteligência militar da Chéquia revelou na semana passada que Hsiao foi seguida e vigiada por diplomatas do Partido Comunista Chinês (PCCh) durante sua visita a Praga, em março de 2024. O diretor da agência, Petr Bartovsky, disse à rádio pública local iROZHLAS que o plano do PCCh incluía “uma ação cinética demonstrativa contra uma pessoa protegida”, embora “não tenha passado da fase de preparação”.
O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos criticou o complô do PCCh contra Hsiao, classificando-o como “a criminalidade do PCCh exposta para o mundo inteiro ver”.
“Isso não é diplomacia, é coerção”, disse o comitê em publicação na plataforma X, no sábado.
O plano de Pequim também recebeu condenação da Aliança Interparlamentar sobre a China (IPAC), grupo formado por centenas de legisladores de mais de 40 países democráticos que se unem para conter a China comunista.
“Esse plano, se tivesse sucesso, teria constituído terrorismo de Estado”, afirmou a IPAC em comunicado publicado na sexta-feira (27) na plataforma X: “Mesmo como tentativa, esse episódio chocante representa o ultrapassar de um limite.”
“Um Estado que esteja disposto a planejar um ato tão explícito de violência política em um país estrangeiro não é um Estado que possa ser dito como respeitador das normas diplomáticas internacionais.”
Agradecendo à IPAC pela solidariedade contra a violência e a coerção, Hsiao declarou: “Taiwan não será isolada pela intimidação.”
Também na sexta-feira, em coletiva regular, Pequim negou qualquer irregularidade quando questionada sobre os comentários da agência de inteligência de Praga, afirmando que seus diplomatas “sempre observam as leis e regulamentos dos países anfitriões.”
Em vez disso, o porta-voz do ministério, Guo Jiakun, reiterou a insatisfação de Pequim com a recepção feita a Hsiao em Praga no ano passado, a quem classificou como “uma ferrenha defensora da independência de Taiwan”.
Embora nunca tenha governado a ilha, o PCCh considera Taiwan, que é autogovernada, como uma província rebelde. Os dois governos fazem reivindicações concorrentes como legítimos representantes da China.
Para pressionar Taiwan e o mundo a aceitar suas reivindicações concorrentes de soberania, o regime tem buscado isolar Taiwan no cenário internacional e impedir que autoridades e parlamentares estrangeiros se relacionem com seus equivalentes taiwaneses. No ano passado, foi revelado que o PCCh pressionou legisladores de pelo menos cinco países a não viajarem a Taipei para participar de uma cúpula focada nas ações agressivas e desestabilizadoras do regime.
O gabinete do presidente de Taiwan, Lai Ching-te, pediu que países estrangeiros enfrentem a repressão transnacional do PCCh, condenando as ações “ilegais”, “incivilizadas” e “perigosas” do regime contra a vice-presidente Hsiao na Chéquia.
“Exortamos a comunidade internacional a se posicionar contra a repressão e vigilância transnacionais por regimes autoritários — ameaças que violam a soberania de outras nações”, declarou o gabinete na sexta-feira.



