Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.
O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, acusou os Estados Unidos de provocação em 2 de outubro, depois que cinco caças americanos foram supostamente detectados perto da costa da Venezuela.
Padrino disse que o sistema de defesa aérea do país detectou cinco aeronaves F-35, com características de voo de 400 nós, e voando a uma altitude de cerca de 35.000 pés perto da região de Maiquetia.
“São aviões de combate imperialistas que ousaram se aproximar da costa venezuelana”, afirmou Padrino em comentários transmitidos pela televisão estatal.
Padrino observou que o incidente foi corroborado quando uma companhia aérea internacional relatou o avistamento da aeronave americana a uma torre de controle em Maiquetia.
Ele disse que a suposta presença de caças americanos perto do litoral da Venezuela era provocativa e uma ameaça à segurança do país.
“Estamos observando vocês, quero que saibam. E quero que saibam que não nos sentimos intimidados por isso”, disse Padrino. “Isso não intimida o povo da Venezuela.”
O Pentágono não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Caças furtivos destacados
No início de setembro, os Estados Unidos enviaram 10 caças furtivos F-35 para uma base aérea em Porto Rico e navios de guerra para conduzir operações contra cartéis de drogas no Caribe.
Em 2 de setembro, o Exército dos EUA atacou um barco vindo da Venezuela que, segundo o presidente americano Donald Trump, tinha como destino os Estados Unidos, transportando narcóticos ilegais. Pelo menos 11 supostos membros da gangue Tren de Aragua foram mortos no ataque.
Dois dias depois, o Pentágono disse ter detectado duas aeronaves militares venezuelanas perto de um navio da Marinha americana no Mar do Caribe, chamando a ação de “movimento altamente provocativo”. Ele alertou “o cartel que comanda a Venezuela” para não prosseguir com nenhum esforço adicional para obstruir as operações antidrogas dos EUA na região.
Trump disse em 15 de setembro que os militares americanos realizaram outro ataque depois de “identificarem positivamente cartéis de tráfico de drogas extraordinariamente violentos e narcoterroristas na área de responsabilidade [do Comando Sul dos EUA]”. Pelo menos três supostos traficantes de drogas foram mortos.
Um terceiro ataque, anunciado por Trump em 19 de setembro, teve como alvo uma embarcação afiliada a “uma organização terrorista designada que conduz narcotráfico”. Três supostos narcoterroristas foram mortos no ataque.
Trump acusou o líder venezuelano Nicolás Maduro de envolvimento no tráfico de drogas, alegações que Maduro e o regime da Venezuela rejeitaram.
Maduro enviou uma carta ao presidente dos EUA, em 6 de setembro, propondo um diálogo para abordar as “muitas controvérsias” nas relações EUA-Venezuela, particularmente as acusações de que seu governo está ligado a gangues de narcotráfico.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse a repórteres em 22 de setembro que a carta contém “muitas mentiras” e que a posição do governo Trump sobre a Venezuela permanece inalterada.
A Reuters contribuiu para esta reportagem.



