UE insta Trump a defender os interesses de segurança da Europa encontro com Putin

Uma declaração da União Europeia publicada na terça-feira disse que o "caminho para a paz" não pode ser decidido sem a participação da Ucrânia.

Por Chris Summers
12/08/2025 15:39 Atualizado: 12/08/2025 15:41
Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.

Em 12 de agosto, os líderes da União Europeia apelaram ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que defenda os interesses vitais de segurança da Europa quando se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin, no Alasca, na sexta-feira, para conversas sobre o conflito na Ucrânia.

Depois que Trump solicitou uma reunião cara a cara com Putin e ameaçou tarifas secundárias de 100% contra países que compram petróleo e gás da Rússia, o Kremlin concordou com a cúpula, que está marcada para acontecer sem a presença do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

Trump disse em 11 de agosto que usaria a reunião para conhecer os “parâmetros” de Putin para encerrar a guerra, que começou em fevereiro de 2022, quando tropas russas invadiram a Ucrânia.

Questionado sobre a entrega de território ucraniano, Trump disse: “É muito complexo. Porque você tem linhas que são muito irregulares, e haverá algumas trocas, haverá algumas mudanças no território”.

Na declaração de terça-feira, os líderes da UE saudaram os esforços de Trump para pôr fim à guerra e alcançar “uma paz e segurança justas e duradouras para a Ucrânia”, mas afirmaram que o caminho para a paz na Ucrânia não pode ser decidido sem a Ucrânia.

“Negociações significativas só podem ter lugar no contexto de um cessar-fogo ou da redução das hostilidades”, afirmaram os líderes. “A guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia tem implicações mais amplas para a segurança europeia e internacional. Compartilhamos a convicção de que uma solução diplomática deve proteger os interesses vitais de segurança da Ucrânia e da Europa”.

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversam durante uma reunião bilateral na cúpula dos líderes do G20 em Osaka, Japão, em 28 de junho de 2019. (Reuters/Kevin Lamarque/Foto de arquivo)

A Hungria, liderada pelo primeiro-ministro Viktor Orban, que mantém boas relações com Moscou, foi o único país da UE que não assinou a declaração.

Zelensky rejeitou a ideia de a Ucrânia ceder território, incluindo a Crimeia, que pertenceu à Rússia até 1954, quando o líder da União Soviética, Nikita Khrushchev, a transferiu para a Ucrânia.

As tropas russas controlam atualmente a maior parte das regiões de Donetsk e Luhansk, no leste da Ucrânia, e Kherson e Zaporizhzhia, no sul.

Um ataque com mísseis russos deixou um soldado morto e 11 feridos em uma instalação de treinamento militar ucraniana, informou as Forças Terrestres da Ucrânia em uma publicação no Telegram.

Rússia avança em Pokrovsk

Tropas russas também foram vistas tomando posições nos subúrbios da importante cidade de Pokrovsk, na região de Donetsk.

Pokrovsk — conhecida pelos falantes de russo como Krasnoarmeysk — é um importante centro logístico, frequentemente descrito na mídia russa como a “porta de entrada para Donetsk”.

A cidade fica no cruzamento de várias rotas de abastecimento que a ligam a outras cidades disputadas na região, incluindo Toretsk e Kostiantynivka.

Em 31 de julho, a Rússia afirmou ter capturado Chasiv Yar, uma cidade importante nos arredores de Pokrovsk, após uma batalha de 16 meses.

Pasi Paroinen, analista de inteligência de código aberto do Black Bird Group, com sede na Finlândia, afirmou em X que os ucranianos “estão enfrentando uma crise”.

“Os ucranianos quase certamente enviarão reforços para a área, mas de onde e a que custo?”, questionou Paroinen. “É improvável que os ucranianos tenham muitas reservas operacionais ou estratégicas prontas, o que significa que as forças precisam ser retiradas de outras seções da linha de frente. Isso, por sua vez, abrirá mais possibilidades para os russos explorarem em outros lugares”.

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Um soldado da 24ª Brigada Mecanizada da Ucrânia dispara um obus contra as forças russas perto de Chasiv Yar, na Ucrânia, em 18 de novembro de 2024. (Oleg Petrasiuk/Forças Armadas da Ucrânia/via Reuters)

Na quarta-feira, o chanceler alemão Friedrich Merz convocou uma reunião virtual para discutir a Ucrânia.

Trump não confirmou se participaria, mas disse que “ouviria as ideias de todos” antes de se reunir com Putin.

Em junho, Trump participou da cúpula da OTAN em Haia, quando foi alcançado um acordo entre todos os membros da aliança, exceto a Espanha, atingindo a meta de 5% do PIB para gastos com defesa.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse à revista Expert que a Rússia havia sido vítima de uma “campanha de difamação”.

“Para justificar a agressão e desviar a frustração social contra a Rússia, foi lançada uma complexa campanha de difamação, alimentada por provocações constantes, falsidades e mentiras descaradas”, disse Zakharova. “Em meio a uma profunda crise socioeconômica, os líderes europeus de hoje parecem precisar desesperadamente de um ‘inimigo’ para culpar por seus fracassos e problemas”.

A Associated Press contribuiu para esta reportagem.