Líderes da UE reúnem-se em Copenhague para discutir segurança e Ucrânia

Os líderes da União Europeia se reunirão na capital dinamarquesa na quarta-feira, com uma reunião da Comunidade Política Europeia mais ampla marcada para quinta-feira.

Por Guy Birchall
01/10/2025 13:59 Atualizado: 01/10/2025 13:59
Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times. 

Os 27 líderes da União Europeia se reunirão em 1º de outubro em Copenhague, na Dinamarca, para discutir o apoio à Ucrânia e questões mais amplas de defesa.

A cúpula é a primeira de duas que ocorrerão na capital dinamarquesa. Os líderes da Comunidade Política Europeia (CPE), uma organização de 47 países membros, devem se reunir no Bella Center em 2 de outubro para conversas sobre assuntos semelhantes.

A reunião informal da UE será a primeira oportunidade para os Estados-membros debaterem adequadamente uma proposta, apresentada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, de usar ativos russos congelados para financiar um empréstimo à Ucrânia.

Na semana passada, a comissão, que atua como o poder executivo do bloco, propôs usar os fundos congelados devido às sanções para financiar um “Empréstimo de Reparação” que reforçaria o esforço de guerra da Ucrânia.

“Estamos em um momento em que uma ação decisiva de nossa parte pode levar a um ponto de inflexão neste conflito”, disse von der Leyen na terça-feira.

Ela também afirmou que pelo menos parte do empréstimo seria destinada à Ucrânia para fazer compras de fabricantes de armas europeus, impulsionando a indústria de defesa do continente.

De acordo com o plano, a Ucrânia só pagaria o empréstimo se a Rússia pagasse indenizações pela guerra. O plano levanta questões jurídicas e técnicas que ainda precisam ser resolvidas.

A Bélgica, que detém a maior parte dos ativos no depositário de títulos Euroclear, emitiu uma advertência severa contra a sugestão, afirmando que isso “nunca acontecerá”.

“Se os países perceberem que o dinheiro do banco central pode desaparecer se os políticos europeus acharem conveniente, eles podem decidir retirar suas reservas da zona do euro”, afirmou o primeiro-ministro belga Bart De Wever na semana passada, de acordo com a agência de notícias Belga.

A medida recebeu um impulso na semana passada, quando o chanceler alemão Friedrich Merz declarou seu apoio.

Os participantes também discutirão a chamada “barreira de drones” para proteger a Europa, depois que incursões de veículos aéreos não tripulados (UAVs, na sigla em inglês) forçaram o fechamento temporário de aeroportos dinamarqueses, incluindo o aeroporto de Copenhague.

Desde então, o Ministério da Defesa dinamarquês instalou um sistema de radar de precisão no aeroporto de Copenhague para manter a vigilância. França, Alemanha, Holanda, Suécia e Reino Unido também enviaram aeronaves, navios e sistemas de defesa aérea antes das cúpulas.

As forças armadas da Ucrânia também enviaram uma missão ao país para exercícios conjuntos e para compartilhar sua experiência no combate aos drones russos.

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A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, comenta sobre a atividade de drones no Aeroporto de Copenhague, em Copenhague, em 23 de setembro de 2025. (Emil Nicolai Helms/Ritzau Scanpix via AP)

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse em uma declaração em 25 de setembro que, embora as autoridades não possam concluir quem está por trás dos ataques híbridos, “podemos pelo menos afirmar o seguinte: há principalmente um país que representa uma ameaça à segurança da Europa, e esse país é a Rússia”.

A Rússia negou envolvimento.

Em uma postagem na rede social em 25 de setembro, a Embaixada da Rússia na Dinamarca rejeitou todas as sugestões de envolvimento russo nas incursões de drones no Aeroporto de Copenhague e afirmou que o incidente foi “encenado”.

“É evidente que os incidentes envolvendo perturbações relatadas nos aeroportos dinamarqueses são uma provocação encenada”, afirmou a embaixada na postagem.

“Sem dúvida, eles serão usados como pretexto para aumentar ainda mais a tensão, no interesse das forças que buscam por todos os meios prolongar o conflito ucraniano e estendê-lo a outros países. O lado russo rejeita firmemente as especulações absurdas de envolvimento nos incidentes”.

A Dinamarca não foi a única nação sujeita a atividades incomuns de drones em setembro, com vários drones suspeitos de serem russos violando o espaço aéreo da Polônia em 10 de setembro, forçando aeronaves da OTAN a se mobilizarem para interceptar e abater alguns dos UAVs no primeiro encontro direto entre a OTAN e Moscou desde o início da guerra na Ucrânia em 2022.

Dias depois, jatos da OTAN também escoltaram três aviões de guerra russos para fora do espaço aéreo da Estônia.

Os incidentes levaram os líderes europeus a questionar o grau de preparação da aliança contra a Rússia.

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, elogiou a ideia da “barreira de drones” na terça-feira, chamando-a de “oportuna e necessária”.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky também deve se dirigir aos líderes da UE por videoconferência na quarta-feira.

Na quarta-feira à noite, mais de uma dúzia de outros líderes de todo o continente se reunirão em Copenhague para um jantar da Comunidade Política Europeia.

Os líderes da CPE se reunirão no dia seguinte para conversas sobre segurança, tráfico e migração. Será a sétima reunião do grupo, formado em 2022 após a invasão da Ucrânia pela Rússia.