Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.
Lee Jae-myung deve vencer as eleições presidenciais da Coreia do Sul, de acordo com projeções divulgadas pelas emissoras do país na terça-feira.
Uma pesquisa de boca de urna realizada pela KBS, MBC e SBS colocou o líder da oposição liberal Lee com 51,7%, enquanto seu rival conservador Kim Moon-soo obteve apenas 39,3%.
Outra pesquisa da emissora JTBC colocou Lee com 50,6% e Kim com 39,4%, enquanto o Canal A também previu a vitória de Lee por uma porcentagem semelhante.
Cerca de 78% dos sul-coreanos elegíveis votaram para eleger um novo chefe de Estado na eleição antecipada, convocada após a destituição do ex-presidente Yoon Suk Yeol, que tentou instituir a lei marcial em dezembro, mas não conseguiu.
Yoon, que atualmente está em julgamento por insurreição, tentou impor uma lei marcial em 3 de dezembro de 2024, antes de recuar seis horas depois diante da oposição parlamentar e dos protestos públicos.
Essa medida mergulhou a quarta maior economia da Ásia em meses de turbulência política e levou o Tribunal Constitucional a destituí-lo da presidência em abril.
Yoon nega as acusações.
O presidente do Partido Democrático de Lee, Park Chan-dae, disse à emissora KBS que o povo havia “emitido um julgamento como uma repreensão ao regime de guerra civil”, após a divulgação das pesquisas de boca de urna.
Durante sua campanha, Lee disse que iria alterar a constituição para tornar mais difícil para futuros presidentes impor a lei marcial, além de prometer tomar medidas para lidar com as questões econômicas do país.
Ele também pediu que um promotor especial fosse nomeado para investigar o incidente da lei marcial de 3 de dezembro de 2024, a fim de levar os responsáveis à justiça; no entanto, ele disse que os militares que relutaram em seguir ordens deveriam receber clemência.
Cerca de 44,3 milhões de sul-coreanos têm direito a votar nas eleições.
A eleição é realizada em um único turno, pelo sistema de maioria simples, sendo eleito o candidato que obtiver o maior número de votos.
Quem for eleito pode exercer o cargo por um mandato de cinco anos e não pode se candidatar à reeleição.
Na Coreia do Sul, o presidente é o chefe de Estado, chefe de governo e comandante-chefe das Forças Armadas do país.
Devido à destituição de Yoon, o vencedor tomará posse imediatamente na quarta-feira, em vez de passar pelo período de transição normal de dois meses.



