Israel inicia primeiros passos de operação para tomar Cidade de Gaza

Por Guy Birchall
21/08/2025 15:10 Atualizado: 21/08/2025 15:10
Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram que iniciaram as primeiras etapas de uma operação para tomar a cidade de Gaza na quarta-feira.

“Iniciamos as operações preliminares e as primeiras etapas do ataque à cidade de Gaza, e as forças da FDI já controlam os arredores da cidade”, afirmou o brigadeiro-general Effie Defrin, porta-voz militar de Israel, em uma coletiva de imprensa.

“A Nahal e a 7ª Brigada, sob o comando da 99ª Divisão, estão operando no terreno na área de Zeitoun, nos arredores da cidade de Gaza.”

Ele acrescentou que a ação já havia alcançado alguns objetivos, afirmando que “nos últimos dias, nossas tropas localizaram um túnel subterrâneo no qual havia armas dentro da cidade de Gaza”.

Defrin disse ainda que, em conjunto com o ataque militar, Israel também estava trabalhando para estabelecer um esforço humanitário, afirmando que a Coordenação das Atividades Governamentais nos Territórios (COGAT, na sigla em inglês), uma unidade oficial israelense encarregada da coordenação e facilitação de iniciativas humanitárias na Cisjordânia.

Novos centros de distribuição de ajuda também estavam sendo montados, disse ele, como parte de uma abordagem que “cortaria” a dependência da população do grupo terrorista Hamas, acrescentando que as FDI avisariam os civis na área e permitiriam que eles evacuassem.

A cidade de Gaza, localizada no norte da faixa, é a maior cidade do enclave, com uma população estimada em 823.000 habitantes, de acordo com a World Population Review, embora esse número não leve em conta as flutuações durante a guerra.

Como parte da operação, Israel convocou cerca de 60.000 reservistas antes da expansão de sua operação em Gaza.

Em uma publicação no X, as FDI afirmaram que as novas ordens de reserva foram emitidas na manhã de 20 de agosto, enquanto outros 20.000 reservistas tiveram seu serviço prolongado como parte da próxima fase da Operação Carruagens de Gideão.

A operação recebeu o nome do guerreiro bíblico Gideão, que, de acordo com o Livro dos Juízes, liderou os israelitas à vitória sobre o exército midianita com apenas 300 homens.

Também na quarta-feira, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu “determinou que os cronogramas — para tomar o controle dos últimos redutos terroristas e derrotar o Hamas — fossem encurtados”, de acordo com uma postagem no X da conta oficial do primeiro-ministro de Israel, mas ainda não foram fornecidos detalhes.

Uma reunião do gabinete de guerra está marcada para quinta-feira para discutir os planos para tomar a cidade de Gaza, segundo o Israel Hayom.

Na quinta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, pediu novamente um cessar-fogo imediato em Gaza, após o anúncio de que Israel havia dado os primeiros passos para tomar a cidade de Gaza.

“É vital chegar imediatamente a um cessar-fogo em Gaza”, necessário “para evitar a morte e a destruição que uma operação militar contra a cidade de Gaza inevitavelmente causaria”, disse Guterres de Tóquio, segundo a Reuters.

Guterres pediu a libertação incondicional dos reféns mantidos pelo Hamas e instou Israel a reverter a decisão de expandir a construção de assentamentos na Cisjordânia, que Israel chama de Judeia e Samaria.

O plano de assentamento israelense, que isolaria a Cisjordânia de Jerusalém Oriental, foi anunciado na semana passada e recebeu a aprovação final de uma comissão de planejamento do Ministério da Defesa na quarta-feira.

No início desta semana, mediadores árabes e o Hamas afirmaram que os líderes do grupo terrorista haviam concordado com os termos do cessar-fogo, embora anúncios semelhantes tenham sido feitos no passado sem levar a uma trégua duradoura.

O Catar anunciou a medida e disse que aguarda uma resposta israelense.

O cessar-fogo seria de 60 dias, durante os quais um número não especificado de prisioneiros e reféns seria trocado, além do reposicionamento das forças israelenses e do aumento da assistência humanitária a Gaza, de acordo com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed bin Mohammed Al Ansari.

A guerra em Gaza se intensificou desde 7 de outubro de 2023, quando o Hamas atacou Israel, matando cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis, e capturando 251 reféns.

O grupo terrorista ainda mantém 50 reféns. O governo israelense acredita que 20 deles ainda estão vivos.

O Ministério da Saúde controlado pelo Hamas declarou em 18 de agosto via Telegram que mais de 62.000 pessoas foram mortas desde o início da guerra. O ministério não diferencia civis e combatentes nesses números de vítimas, e o Epoch Times não pode verificar sua precisão.