Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.
Três reféns israelenses estão sendo libertados pelo grupo terrorista Hamas em troca de 183 prisioneiros palestinos.
Eli Sharabi, Ohad Ben Ami e Or Levy estavam entre as 251 pessoas feitas reféns pelo Hamas quando este lançou um brutal ataque terrorista contra Israel em 7 de outubro de 2023.
O trio parecia estar em condições muito piores do que os reféns anteriores libertados pelo Hamas e foi forçado por homens armados a ler declarações para uma multidão de centenas de pessoas antes de ser entregue à Cruz Vermelha para ser levado de volta a Israel em 8 de fevereiro.
Sharabi e Ben Ami foram capturados no Kibbutz Beeri, uma das comunidades agrícolas mais atingidas, enquanto Levy foi sequestrado no festival de música Nova.
A esposa e as duas filhas adolescentes de Sharabi foram mortas no ataque. Seu irmão Yossi também foi sequestrado e morreu em cativeiro. A esposa de Levy foi morta durante o ataque e seu filho, agora com 3 anos de idade, está sendo cuidado por parentes.
Não está claro se algum dos homens estava ciente do que havia acontecido com seus familiares.
Ben Ami, pai de três filhos, foi sequestrado com sua esposa, Raz, que foi libertada durante um cessar-fogo de uma semana em novembro de 2023.
A magreza dos reféns e as cenas em que eles são forçados a falar em uma cerimônia encenada causaram indignação em Israel, ameaçando ainda mais o já frágil cessar-fogo que entrou em vigor no mês passado.
“É assim que se parece um crime contra a humanidade”, disse o presidente israelense Isaac Herzog.
“Israel vê as repetidas violações do Hamas com grande severidade, e a condição dos três reféns que foram libertados esta manhã com uma severidade ainda maior”, disse Gal Hirsch, coordenador israelense para reféns.
Os temores sobre a condição dos prisioneiros que ainda estão em cativeiro estão gerando incertezas sobre a prioridade do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em estender a pausa de seis semanas nos combates para garantir mais reféns ou retomar os combates em Gaza para eliminar o Hamas de forma mais completa.
O líder da oposição israelense, Yair Lapid, disse que as “cenas difíceis” eram motivo para estender a trégua e trazer de volta os reféns restantes.
Netanyahu já havia sinalizado anteriormente que poderia retomar a guerra, mesmo que isso significasse deixar dezenas de reféns restantes no cativeiro do Hamas. A guerra poderá ser retomada no início de março, caso não se chegue a um acordo.
Hirsch disse que “medidas serão tomadas de acordo” em resposta às condições dos reféns libertados e sua participação forçada nas cerimônias do Hamas.
“Não ficaremos em silêncio sobre isso”, disse ele.
A ala militar do Hamas, as Brigadas Qassam, alegou que havia feito esforços para proteger os reféns israelenses enquanto estava sob bombardeio das forças israelenses em 2024.
Para complicar ainda mais o cálculo do cessar-fogo, há uma proposta do presidente dos EUA, Donald Trump, de “limpar” Gaza realocando os palestinos na Jordânia e no Egito para que os Estados Unidos possam assumir o controle e reconstruir o território.
O plano atraiu a condenação dos líderes árabes, com Egito, Jordânia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Autoridade Palestina e a Liga Árabe formalmente rejeitando qualquer plano para retirar os palestinos de Gaza.
Israel libertou 183 prisioneiros palestinos em troca dos três reféns, sete dos quais foram levados a hospitais para tratamento, de acordo com o Crescente Vermelho.
Os prisioneiros palestinos libertados por Israel incluem 18 que cumprem penas de prisão perpétua por ataques mortais a israelenses, 54 que cumprem penas de longo prazo e 111 palestinos de Gaza detidos após o ataque de 7 de outubro, mas que não foram julgados por nenhum crime. Todos são homens e têm entre 20 e 61 anos de idade.
A primeira fase do cessar-fogo exige a libertação de 33 reféns, alguns vivos e outros mortos, em troca de quase 2.000 prisioneiros, o retorno dos palestinos ao norte de Gaza e um aumento na ajuda humanitária ao território.
Mais de 70 reféns permanecem em Gaza, dos quais, segundo Israel, acredita-se que 34 estejam mortos.
O Hamas diz que não libertará os reféns restantes sem o fim da guerra e a retirada total de Israel de Gaza.
A Associated Press e a Reuters contribuíram para esta reportagem.



