Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.
Os Estados Unidos e o Paquistão chegaram a um acordo em 30 de julho que, segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, ajudará a desenvolver as reservas de petróleo de Islamabad e, segundo a embaixada do Paquistão, reduzirá as tarifas para o país do sul da Ásia.
“Estamos muito ocupados hoje na Casa Branca trabalhando em acordos comerciais. Falei com os líderes de muitos países, todos eles querem deixar os Estados Unidos ‘extremamente felizes’”, escreveu Trump no Truth Social.
“Acabamos de fechar um acordo com o Paquistão, pelo qual o Paquistão e os Estados Unidos trabalharão juntos no desenvolvimento de suas enormes reservas de petróleo. Estamos no processo de escolha da empresa petrolífera que liderará essa parceria.”
Trump não revelou os detalhes do acordo.
“Quem sabe, talvez um dia eles vendam petróleo para a Índia!”, acrescentou.
O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, compartilhou a postagem de Trump no X, afirmando: “O Paquistão conclui acordo com os EUA, AlhamdoLilah”.
Trump impôs tarifas sobre a maioria dos parceiros comerciais dos EUA em abril, como parte de esforços mais amplos para ajudar a reconstruir a economia americana. O Paquistão enfrentava uma tarifa potencial de 29% sobre as exportações para os Estados Unidos.
Embora Trump não tenha mencionado nenhum acordo sobre tarifas, a Embaixada do Paquistão em Washington se referiu à sua postagem no Truth Social e descreveu o acordo com os Estados Unidos como um “desenvolvimento histórico”.
“O Paquistão e os Estados Unidos finalizaram hoje um acordo comercial com o objetivo de impulsionar o comércio bilateral, expandir o acesso ao mercado, atrair investimentos e promover a cooperação em áreas de interesse mútuo”, afirmou a embaixada no X.
De acordo com a embaixada, o acordo resultará na redução de tarifas recíprocas, particularmente sobre as exportações paquistanesas para os Estados Unidos.
“Este acordo marca o início de uma nova era de colaboração econômica, especialmente nos setores de energia, mineração e minerais, TI, criptomoedas e outros”, afirmou a embaixada. “O acordo complementa os esforços existentes do Paquistão para ampliar o escopo das relações econômicas entre o Paquistão e os Estados Unidos e incluir parcerias em nível estadual nos Estados Unidos.”
A embaixada disse que o acordo também melhora o acesso do Paquistão ao mercado dos EUA e vice-versa. Também se espera que aumente o investimento dos EUA em projetos de infraestrutura e desenvolvimento do Paquistão, de acordo com a embaixada.
“Este acordo comercial ressalta o compromisso de ambas as nações em aprofundar suas relações bilaterais e explorar todas as vias para fortalecer os laços comerciais e de investimento”, concluiu a embaixada.
Trump também disse que seu governo estava negociando termos comerciais com a Índia, vizinha do Paquistão, após anunciar no início do dia que o país enfrentaria uma tarifa de 25% sobre produtos importados para os Estados Unidos a partir de 31 de julho.
Em sua postagem no Truth Social, Trump disse que também planejava se reunir com a delegação comercial sul-coreana no final do dia, observando que a Coreia do Sul inicialmente enfrentava uma tarifa de 25% sobre produtos.
O presidente anunciou posteriormente que seu governo havia chegado a um “acordo comercial completo e integral” com o país, segundo o qual os Estados Unidos imporão uma tarifa de 15% sobre as importações sul-coreanas, enquanto os produtos americanos não estarão sujeitos a direitos alfandegários nos portos sul-coreanos.
A Coreia do Sul investirá US$ 350 bilhões em ativos específicos pertencentes e controlados pelos Estados Unidos, a serem selecionados pelo próprio Trump, escreveu ele no Truth Social.
O país do sudeste asiático comprará US$ 100 bilhões em gás natural liquefeito ou outros produtos energéticos dos Estados Unidos, disse Trump.
O Epoch Times entrou em contato com a Casa Branca para obter mais comentários.



