Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.
Uma alta autoridade do regime norte-coreano afirmou em 29 de julho que a Coreia do Norte não renunciará às suas armas nucleares, mas que as relações entre Pyongyang e o governo Trump “não são ruins”.
“O ano de 2025 não é 2018 nem 2019”, afirmou Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, em uma declaração divulgada pela agência de notícias estatal KCNA.
“O reconhecimento da posição irreversível da RPDC como um Estado com armas nucleares e o fato concreto de que suas capacidades e seu ambiente geopolítico mudaram radicalmente devem ser um pré-requisito para prever e pensar tudo no futuro”, afirmou ela, utilizando a sigla para República Popular Democrática da Coreia, ou Coreia do Norte.
Kim, membro da Comissão de Assuntos Estatais da Coreia do Norte, acrescentou que, se os Estados Unidos “não aceitarem a realidade alterada e persistirem no passado fracassado”, não haverá reunião entre Washington e Pyongyang.
A declaração de Kim Yo Jong foi uma resposta a comentários de um funcionário da Casa Branca, que afirmou que o presidente Donald Trump estaria aberto a conversas sobre desnuclearização.
Ela não mencionou Trump pelo nome na declaração e provavelmente se referia a um artigo de 26 de julho publicado pela agência de notícias sul-coreana Yonhap, que citou um funcionário não identificado da Casa Branca que disse que Trump deseja uma Coreia do Norte desnuclearizada.
“Não quero negar o fato de que a relação pessoal entre o chefe de nosso Estado e o atual presidente dos EUA não é ruim”, acrescentou Kim na declaração.
Kim Yo Jong é uma autoridade importante do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores, partido governista do país. Ela lida com as relações da Coreia do Norte com a Coreia do Sul e os Estados Unidos, e autoridades e especialistas sul-coreanos acreditam que ela é a segunda pessoa mais poderosa do país, depois de seu irmão.
Trump e Kim Jong Un assinaram um acordo de princípio para tornar a península coreana livre de armas nucleares em seu primeiro encontro em Cingapura, em 2018.
A cúpula subsequente em Hanói, em 2019, fracassou devido a um desacordo sobre a remoção das sanções internacionais impostas a Pyongyang.
A Coreia do Norte forneceu tropas e armas à Rússia em sua guerra na Ucrânia, uma medida que foi criticada pelo governo dos EUA e seus aliados, que, por sua vez, acusaram Moscou de dar ajuda tecnológica a Pyongyang em troca de seu apoio.
Anteriormente, Trump afirmou que mantém uma “ótima relação” com Kim Jong Un, e a Casa Branca declarou que o presidente está receptivo à ideia de se comunicar com o recluso líder norte-coreano.
Em 28 de julho, a Casa Branca divulgou uma declaração de Trump comemorando o aniversário do armistício assinado pelos Estados Unidos, Coreia do Norte e China para encerrar a Guerra da Coreia em 27 de julho de 1953.
“Guiados pela política externa de paz através da força do meu governo, continuamos firmemente comprometidos em proteger a Península Coreana e trabalhar juntos pelas nobres causas da segurança, estabilidade, prosperidade e paz”, afirmou o comunicado, observando também que, durante seu primeiro mandato, ele pressionou pela desnuclearização da Península Coreana.
O Epoch Times entrou em contato com a Casa Branca para comentar o assunto.
A Reuters e a Associated Press contribuíram para esta reportagem.



