Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.
As autoridades chinesas emitiram avisos indicando preocupação com surtos de doenças respiratórias na primavera, após um inverno que os moradores locais descreveram como níveis elevados de infecções respiratórias graves.
Em seu último aviso intitulado “Prevenção e controle de doenças infecciosas importantes, como a infecção por COVID-19 na primavera de 2025”, emitido em 27 de fevereiro, a Administração Nacional de Controle e Prevenção de Doenças do regime chinês ordenou que todos os níveis de agências de controle de doenças em todo o país monitorem os vários vírus que estão se espalhando no país para evitar surtos de “primavera”.
Os vírus destacados no aviso emitido incluem gripe, COVID-19, dengue, norovírus, varíola símia, gripe aviária e outras doenças infecciosas emergentes.
O aviso alertou sobre “a dinâmica das mutações de patógenos” e apelou às autoridades para “reforçar os testes genéticos para vários patógenos de doenças infecciosas respiratórias”.
Também enfatizou que as agências devem “monitorar de perto e avaliar dinamicamente o risco de transmissão do vírus da gripe entre animais e de animais para humanos”.
Em outro aviso emitido na última terça-feira (4), a administração relatou que, de 26 a 28 de fevereiro, seu vice-diretor Xia Gang foi à província de Guangdong, no sul da China, “para investigar o trabalho de prevenção e controle da dengue”.
Mas a dengue não é o verdadeiro foco da investigação, de acordo com Sean Lin, professor assistente do Departamento de Ciências Biomédicas do Feitian College e ex-microbiologista do exército dos EUA.
Ele disse à edição em chinês do Epoch Times, na sexta-feira (7), que a dengue só começará a se espalhar depois de maio, com pico no verão, porque é uma doença transmitida por mosquitos.
“As autoridades estão usando a dengue como disfarce agora e o que elas realmente querem investigar é a gripe aviária em Guangdong e as infecções humanas com gripe aviária”, afirmou.
“A cidade de Jiangmen em Guangdong proibiu anteriormente a venda de aves vivas, mas outras grandes cidades em Guangdong ainda não tomaram medidas correspondentes, o que é bastante preocupante. Acho que o governo central também quer saber a situação real”, disse Lin.
Quanto às razões pelas quais o regime emitiu o aviso sobre a prevenção e controle de doenças infecciosas de primavera, Lin disse que uma delas é que as infecções por COVID-19 tiveram um pico na primavera de 2023 e 2024 na China.
“Na primavera, a temperatura e a umidade aumentarão, o que ajudará o vírus a sobreviver por mais tempo no ambiente, então será propício para a disseminação mais rápida do vírus”, explicou.
“Existem outras doenças infecciosas respiratórias agora, mas o mais preocupante é que cepas altamente patogênicas do vírus da gripe aviária também estão misturadas e, com o tempo, estão se tornando mais adaptadas à disseminação entre a população humana e, eventualmente, se tornando uma transmissão sustentável de humano para humano”, contextualizou Lin.
Ele notou que exercícios de prevenção e controle começaram a mirar infecções humanas de influenza aviária em muitas partes da China. “Então, o governo está preocupado com um grande surto na primavera”, pontuou.
Em 28 de fevereiro, o meio de comunicação oficial estatal Huaihua, na província de Hunan, informou que a cidade de Huaihua realizou o “Curso de treinamento em tecnologia de prevenção e controle de doenças infecciosas respiratórias e melhoria da capacidade de emergência de saúde de 2025” de 23 a 25 de fevereiro.
Mais de 140 funcionários dos CDCs (sigla para Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças) da cidade e do condado participaram do treinamento para responder a doenças infecciosas respiratórias, como gripe, COVID-19 e infecções humanas de gripe aviária.
O regime chinês começou a realizar exercícios de emergência para infecção humana pela pandemia de gripe aviária A (H5N1), altamente patogênica em instituições médicas provinciais no ano passado e, no final do ano passado, também começou a realizar monitoramento de H5N1 e outros treinamentos em instituições de saúde de condados e municípios.
Um morador da província de Shanxi também disse recentemente à edição chinesa do Epoch Times que, em 14 de fevereiro, havia 20 crianças na comunidade local que adoeceram, e 14 delas morreram.
Alguns dos sintomas eram vômitos e diarreia. O pessoal de prevenção de epidemias do exército assumiu o controle da comunidade e não permitiu que pessoas de fora entrassem.
Um familiar que foi informado recentemente por um médico que seu ente querido morreu de gripe aviária confirmou ao Epoch Times que o médico também disse que o diagnóstico do H5N1 não poderia ser revelado ao público.

O Dr. Jonathan Liu, professor do Canada Public College e diretor do Liu’s Wisdom Healing Centre, disse ao Epoch Times no sábado (8) que o regime chinês “de fato tem usado outros vírus para encobrir a verdadeira escala dos surtos de COVID-19”.
“A partir do desenvolvimento dos surtos atuais, podemos ver que a COVID-19 causou disfunção imunológica humana e muitos vírus dormentes ou inativos se tornaram ativos, então há muitos tipos de vírus se espalhando”, constatou o Dr. Liu.
“Especialmente as infecções humanas de gripe aviária, isso precisa ser levado a sério”, alertou.
O Dr. Liu disse que a COVID-19 e outros vírus relacionados já mostraram “uma tendência de surto na China continental” e o regime chinês continuou a esconder a situação real.
Ele observou que as últimas informações sobre a pandemia da COVID-19 divulgadas pela Organização Mundial da Saúde são de 2024 a janeiro de 2025, e que a China não reportou nenhum dado.
“Se houver uma praga maior no futuro, o regime chinês continuará a encobri-la”, declarou ele.
Muitas mortes
No final de fevereiro, Zhou Yi, um morador da cidade de Nanyang, na província de Henan, que usa um pseudônimo por questões de segurança, contou à edição chinesa do Epoch Times que o número de mortes na região aumentou significativamente devido a infecções respiratórias ou complicações relacionadas.
“Do final de novembro do ano passado até agora, 46 dos meus amigos e familiares faleceram. Os falecidos estão na faixa dos 40, 50 e 60 anos, e mais estão na faixa dos 40 anos. Eles foram vacinados, com mais de três doses, e a principal causa da morte é infarto do miocárdio”, relatou ele.
“Aqueles de nós que receberam a vacina da COVID-19 desenvolveram várias condições, e há mortes relatadas o tempo todo. Quatro dos meus colegas de classe morreram recentemente, todos com 42 anos.”
Zhou revelou que, devido ao grande número de mortes, há longas filas nas funerárias locais.

O Sr. Yang, outro morador de Nanyang que só divulgou seu sobrenome por questões de segurança, disse ao Epoch Times que, desde o Ano Novo Chinês, que caiu em 29 de janeiro, muitas pessoas ao seu redor apresentaram sintomas de gripe e desenvolveram doenças graves, como pulmão branco, pneumonia, miocardite e encefalite ou inflamação do cérebro.
“Há mais vírus se espalhando este ano, e todos — independentemente da idade — foram infectados, e os sintomas são basicamente os mesmos da COVID-19”, apontou ele.
“Agora, aqui, entre meus amigos, colegas e pessoas do meu círculo social, há várias mortes todo mês. Os mais velhos estão na faixa dos 60 e 70 anos, os mais jovens estão entre 30 e 50 anos”, revelou Yang.
No final de fevereiro, o Sr. Li, dono de uma loja de alimentos em Xuchang, na província de Henan, disse ao Epoch Times que uma nova onda de infecções surgiu na área perto do Ano Novo Chinês, e que muitas famílias foram infectadas, algumas delas desenvolvendo doenças graves como pneumonia e miocardite.
“Agora, há tantas pessoas no hospital e em casas funerárias. Nas áreas rurais, quando as pessoas morrem, uma pequena banda de suona [instrumento musical de sopro tradicional chinês] é convidada para se apresentar em seus funerais. Agora, as bandas estão ocupadas demais para lidar com todos os funerais, e algumas famílias não conseguem encontrar uma banda para contratar”, descreveu ele sobre a situação local.
“Pessoas que compram coisas nas minhas lojas me disseram que muitas pessoas morreram em suas vilas. Há mortes todos os dias, e não apenas uma ou duas mortes”, ele disse. “E os hospitais bloquearam essas informações.”
Luo Ya, Wen Xin e Xiong Bin contribuíram para esta reportagem.



