Exportações brasileiras batem recorde de US$ 40,3 bi aos EUA em 2024, registra Amcham

Por Redação Epoch Times Brasil
17/01/2025 10:13 Atualizado: 17/01/2025 10:47

Em 2024, as exportações brasileiras para os Estados Unidos atingiram a marca histórica de US$ 40,3 bilhões (aproximadamente R$ 241,8 bilhões), conforme divulgou a Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil) nesta quinta-feira (16). O volume exportado também alcançou o recorde de 40,7 milhões de toneladas, um aumento de 9,9% em relação ao ano anterior.

Esse desempenho se destaca em um cenário de queda nas exportações totais do Brasil, que recuaram 0,8% em comparação com 2023.

As exportações para os EUA superaram o desempenho de outros mercados importantes para o Brasil, como a União Europeia, que registrou um aumento de 4,2%, e a China, que teve uma queda de 9,5%.

As vendas para o mercado americano cresceram 9,2%, consolidando os EUA como o principal destino das exportações brasileiras pelo nono ano consecutivo.

A indústria de transformação foi o setor que mais contribuiu para o aumento das exportações, com um total de US$ 31,6 bilhões (cerca de R$ 189,6 bilhões), representando 78,3% do valor total exportado.

Entre os produtos mais vendidos para os EUA, estão: o petróleo bruto, com um crescimento de 23,1%, as aeronaves (+36,2%), o café não torrado (+67,6%) e a carne bovina, que viu um impressionante aumento de 103,5%.

No lado das importações, o Brasil comprou US$ 40,6 bilhões (aproximadamente R$ 243,6 bilhões) em produtos dos EUA, um aumento de 6,9% em relação a 2023.

O gás natural foi o principal responsável pelo crescimento das importações, com um aumento de 618%, devido à estiagem que afetou os reservatórios das hidrelétricas no país.

A corrente de comércio bilateral entre Brasil e EUA, somando exportações e importações, atingiu US$ 80,9 bilhões (cerca de R$ 485,4 bilhões) — aumento de 8,2% em relação a 2023, tornando-se o segundo maior valor da história.

São Paulo foi o estado que mais exportou para os EUA, com 33,6% do total, seguido pelo Rio de Janeiro e Minas Gerais. O transporte marítimo foi o principal meio de exportação, respondendo por 85,6% das remessas.