Os empresários da indústria continuam demonstrando falta de confiança, marcando o segundo mês consecutivo de pessimismo no setor. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), manteve-se em 49,1 pontos em fevereiro, repetindo o resultado de janeiro e permanecendo abaixo da linha de 50 pontos.
O ICEI mede a percepção dos empresários sobre as condições atuais e futuras da economia e da própria empresa.
De acordo com a metodologia do índice, valores acima de 50 pontos indicam confiança, enquanto valores abaixo desse patamar refletem falta de confiança. A manutenção do índice abaixo dessa linha divisória reforça a incerteza entre os industriais.
Falta de confiança persiste e impacta investimentos
A especialista em Políticas e Indústria da CNI, Cláudia Perdigão, alertou para os possíveis efeitos da baixa confiança no setor. Segundo ela, o pessimismo dos empresários influencia diretamente nas decisões de investimento e no andamento de projetos futuros.
“Em um cenário de baixa confiança, espera-se desaceleração de investimentos. Após 2024 registrar evolução muito positiva desse indicador, essa queda na confiança pode impactar o andamento dos projetos que não foram executados no ano passado e ficaram para 2025. Isso acende um sinal de alerta para os próximos meses”, afirmou.
Em fevereiro de 2024, o ICEI estava em 52,7 pontos, demonstrando um nível de confiança moderado. A queda para 49,1 pontos nos dois primeiros meses de 2025 representa um recuo significativo na percepção do setor industrial.
Componentes do ICEI
O ICEI é composto por dois índices: o Índice de Condições Atuais e o Índice de Expectativas.
Índice de Condições Atuais: Mede a percepção dos empresários sobre a situação econômica dos últimos seis meses.
Em fevereiro, variou positivamente em 0,2 ponto, atingindo 44,4 pontos. As condições atuais ainda são consideradas negativas em comparação ao período anterior. O principal fator para essa avaliação é a economia brasileira.
Índice de Expectativas: Mede a percepção dos empresários sobre os próximos seis meses. Em fevereiro, permaneceu inalterado em 51,5 pontos. Para as próprias empresas, o índice caiu 0,2 pontos em relação a janeiro.
Esse valor indica pessimismo futuro com relação às próprias empresas e para a economia nacional.



