O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) iniciou 2025 em queda. O índicador atingiu 49,1 pontos em janeiro, conforme divulgado nesta quinta-feira (16) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O resultado representa uma queda de 1,0 ponto em relação a dezembro de 2024.
Esta é quarta redução consecutiva do índice, que já acumula perda de 4,2 pontos desde setembro do ano anterior.
O que mede o ICEI?
O ICEI é um índice de difusão que varia de 0 a 100 pontos. Valores acima de 50 indicam confiança dos empresários, enquanto pontuações abaixo desse limiar refletem pessimismo.
Com base em dados coletados entre 7 e 13 de janeiro de 2025 de 1.232 empresas — sendo 469 de pequeno porte, 459 de médio porte e 304 de grande porte —, o índice reflete a percepção dos empresários sobre as condições atuais e suas expectativas para os próximos seis meses.
A avaliação é dividida em dois componentes principais:
Índice de Condições Atuais: Avalia o desempenho da economia brasileira e das empresas nos últimos seis meses.
Em janeiro de 2025, esse componente registrou 44,2 pontos, com uma queda de 2,3 pontos em relação a dezembro de 2024. Esse resultado indica uma percepção de piora tanto na economia brasileira (36,6 pontos) quanto nas condições específicas das empresas (47,9 pontos).
Índice de Expectativas: Mede o otimismo em relação ao futuro próximo.
Apesar de ainda estar ligeiramente acima da linha divisória dos 50 pontos, o componente caiu para 51,5 pontos, uma redução de 0,4 ponto em relação ao mês anterior. A expectativa sobre a economia brasileira alcançou 42,5 pontos, enquanto as projeções para o desempenho individual das empresas marcaram 56,0 pontos, revelando maior otimismo nesse aspecto.
Impactos para a população e a economia
A queda do ICEI reflete diretamente a percepção de insegurança entre os empresários, o que pode influenciar negativamente decisões de investimento e contratação. Quando os empresários estão pessimistas, é comum que projetos de crescimento sejam adiados, resultando em menos geração de empregos e desaceleração da atividade econômica.
Além disso, a avaliação negativa das condições atuais, sugere um ambiente de negócios mais desafiador, marcado por fatores como alta nos custos operacionais e a inflação persistente.
Esse cenário impacta diretamente a população, que pode enfrentar maior dificuldade para encontrar emprego, além de lidar com o aumento de preços e redução do poder de compra.
Por outro lado, as expectativas para os próximos meses, embora em declínio, ainda permanecem otimistas em relação às empresas, com 56,0 pontos. Isso indica que, apesar das dificuldades do presente, há esperança de melhoria nos níveis individuais de produtividade e competitividade.



