O Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pelo FGV IBRE, caiu 1,3 ponto em janeiro de 2025, para 98,4 pontos. Divulgado na quarta-feira (29), o resultado aponta um início de ano marcado pela cautela diante da demanda e das condições econômicas.
Segundo o levantamento, 10 dos 19 segmentos industriais apresentaram queda na confiança.
O ICI é o indicador que reflete a percepção dos empresários sobre o cenário atual e as expectativas futuras. Abaixo de 100 pontos, sinaliza pessimismo; acima de 100, indica mais confiança.
A queda de janeiro sugere desconfiança em 2025, impulsionada pelos juros altos e o câmbio desvalorizado. Esse panorama afeta a população, pois a menor confiança leva as indústrias a adiar contratações, investimentos e ajustes salariais.
O Índice de Situação Atual (ISA) avançou 0,1 ponto, atingindo 100,9 pontos. Ele avalia as condições presentes de produção, nível de estoques e demanda.
Embora permaneça acima de 100 pontos, sugerindo estabilidade, apenas o nível de estoques cresceu significativamente, subindo 5 pontos e chegando a 96,2 pontos. Acima de 100, esse subindicador representa estoques excessivos, que podem resultar em promoções ou cortes de preço.
Em contrapartida, a demanda atual recuou 3,9 pontos, para 99,9, o menor nível desde junho de 2022. Isso pode resultar em preços menores a curto prazo, mas também menor dinamismo econômico, impactando a geração de empregos.
Já o Índice de Expectativas (IE), que mede as projeções para os próximos meses, caiu 2,7 pontos, situando-se em 95,9. Ele abrange perspectivas sobre produção, contratações e ambiente de negócios nos próximos seis meses.
A queda reforça a incerteza, com a produção esperada para os próximos três meses recuando 4,3 pontos, para 94,3.



