Empresário francês as importou ilegalmente e distribuiu nas cadeias de supermercados que servem os demais países da Europa

Um importador francês admitiu esta semana ter distribuído 103 toneladas de salmão do mar Báltico a partir da Suécia entre 2011 e 2012, com níveis tóxicos de dioxina, que causariam câncer, danos ao sistema reprodutivo e doenças graves em longo prazo. Os produtos são distribuídos por meio da rede varejista na Europa.
Francois Agussol, diretor da empresa Pescheries Nordiques de Echinghen, reconheceu num documentário da emissora sueca SVT, que distribuiu salmão com altos níveis de dioxina, o que é proibido pela União Europeia, informou ontem a mídia Fis. O documentário foi feito após as autoridades suecas informarem em abril sobre uma exportação ilegal que veio do porto de Karlskrona.
Agussol disse que a empresa achava estar agindo de boa-fé e explicou que o salmão foi vendido nas grandes cadeias de supermercados, como Carrefour e Intermarché.
“Ninguém nos disse que era ilegal”, disse Agussol, conforme citado pela agência de notícias AFP, segundo a Fis. O empresário disse que não detectaram dioxinas no salmão, porque não tinham conhecimento de estarem violando a lei.
A empresa foi denunciada por ignorar a proibição da União Europeia, em vigor desde 2002, sobre o salmão do Báltico.
O produto pode ser comercializado apenas na Suécia, Finlândia e Letônia, onde os habitantes sabem a respeito da poluição e limitam seu consumo. O governo destes países não aconselha o consumo por mulheres grávidas ou crianças, segundo especialistas em salmão.
O salmão contaminado foi distribuído na França e na Dinamarca e de lá para o resto da Europa.
O inspetor da agência nacional de alimentos da Suécia, Pontus Elvingsson, disse que “diferente do escândalo da carne de cavalo, o peixe tem efeitos em longo prazo na saúde das pessoas e eles são sérios”, segundo a Fis.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que altas concentrações de dioxina podem causar danos no sistema imunológico, lesões na pele, danos no fígado e câncer.
—
Epoch Times publica em 35 países em 21 idiomas.
Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/EpochTimesPT
Siga-nos no Twitter: @EpochTimesPT


