A captura brutal de María Oropeza mostra à Geração Z onde o socialismo leva

Por Holly Jean Soto
27/08/2025 15:47 Atualizado: 27/08/2025 15:47
Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.

Sempre que ouço um jovem romantizar o socialismo, imagino-o tentando explicá-lo a alguém que realmente viveu essa experiência. O discurso é previsível — aluguel gratuito, assistência médica gratuita, educação gratuita, correção das desigualdades do capitalismo — e especialmente tentador em um mundo onde tudo parece ficar mais caro a cada dia. Mas sabemos como a história termina: não em uma utopia, mas em controle, censura, medo e, com muita frequência, violência.

Uma pesquisa realizada em março de 2025 pelo Cato e YouGov descobriu que 6 em cada 10 nova-iorquinos entre 18 e 29 anos agora têm uma visão favorável do socialismo. Isso não é uma moda passageira nas universidades — é um movimento político que está ganhando força de verdade. Em alguns lugares, como na cidade de Nova Iorque, socialistas democráticos estão chegando ao poder com promessas de congelamento de aluguéis, supermercados administrados pelo governo, passagens de ônibus gratuitas e um salário mínimo de US$ 30.

Para a Geração Z, isso soa como compaixão. Como justiça. Como a resposta para as “falhas” do capitalismo. Mas para quem já viu o socialismo em ação no mundo real — não na sala de aula, não no TikTok, não em um cartaz de campanha — é o mesmo capítulo inicial de uma história que já custou milhões de vidas e liberdades.

E não consigo deixar de imaginar esses jovens apoiadores tentando defendê-lo para alguém que perdeu sua liberdade da noite para o dia por causa dele — incluindo minha amiga, María Oropeza.

Ela foi levada no meio da noite

Em 6 de agosto de 2024, María Oropeza — uma advogada de 30 anos, ativista e líder do capítulo da minha organização, a Ladies of Liberty Alliance (LOLA) — foi sequestrada de sua casa em Portuguesa, Venezuela, pelo regime de Nicolás Maduro. Sem acusações. Sem julgamento. Apenas levada no meio de sua transmissão ao vivo. Seu crime? Ousar falar contra a ditadura socialista que destruiu a Venezuela por dentro.

Este mês marca o primeiro aniversário de seu sequestro devastador.

María estava trabalhando na campanha presidencial da líder da oposição María Corina Machado — que, apesar de ter vencido as primárias de 2023, foi proibida de concorrer ao cargo e perseguida implacavelmente pelo regime de Maduro. Como uma de suas assessoras, a jovem María também se tornou um alvo.

Durante dois meses, sua família nem sabia se ela estava viva. Quando finalmente receberam notícias, foi para saber que ela estava presa em El Helicoide — o centro de tortura mais notório da América Latina.

Mesmo depois que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos emitiu medidas cautelares para sua segurança, o regime não apenas as ignorou, mas redobrou a pressão — divulgando vídeos sinistros da captura de María e usando táticas psicológicas para silenciar o clamor internacional.

Ela ainda está lá hoje.

O problema de dar ao governo “mais poder para ajudar”

É isso que acontece quando você dá ao governo mais poder para “ajudar”.

Quando você confia ao governo a tarefa de administrar indústrias, definir os preços, controlar seus salários, ditar o valor do seu aluguel e prometer uma vida que pareça “acessível”, você está dando ao governo o controle sobre todas as partes da sua vida. E a realidade é esta: um governo capaz de lhe dar tudo… pode tirar tudo.

A história de María não é uma exceção rara. É um capítulo do mesmo livro que todas as experiências socialistas escreveram. Começa sempre da mesma forma — com promessas de justiça e “coisas grátis” — e termina sempre da mesma forma: com menos liberdade, mais controle e um Estado que pune a dissidência com prisão… ou com a sua própria vida.

A Geração Z precisa reconhecer os dois sinais de alerta que indicam que o socialismo está se enraizando. Todo sistema socialista começa da mesma maneira — com estas duas medidas:

  • — Punir os “ricos” para corrigir os supostos erros do capitalismo — redistribuindo sua riqueza para “compensar” os pobres.
  • — Deixar o governo assumir o controle de setores considerados “muito importantes” para o mercado livre — saúde, habitação, ensino superior — oferecendo-os “gratuitamente” ao público.

Por que isso é tão perigoso? Porque a única maneira de conseguir isso é dando mais poder ao governo. E embora muitas vezes comece pequeno, mesmo com aprovação democrática, nunca para por aí. O poder dado ao governo é um poder que ele quase nunca devolve.

E nada que o governo “dá” a você, ele não tenha tirado de outra pessoa. O governo não pode criar riqueza — ele apenas a redistribui, destruindo grande parte de seu valor no processo, até que não haja mais nada para tirar. Então vem o choque: nenhum novo produtor para tributar, nenhuma inovação para impulsionar o progresso e uma economia desprovida de vida.

Nenhuma autoridade central pode administrar setores inteiros com sucesso. Por quê? Porque nenhuma instituição isolada pode deter todo o conhecimento, incentivos e feedback que o mercado livre naturalmente fornece. Sem isso, o resultado é inevitável: fracasso — tanto humano quanto econômico.

Em sua essência, o socialismo trata da propriedade do governo. E quando o governo é dono de tudo, você não é dono de nada — nem mesmo da sua voz.

O socialismo é uma questão de vida ou morte

Para os membros da Geração Z que idolatram o socialismo porque soa “anticorporativo” ou “pró-povo”, eu os exorto: aprendam a história. Façam conversas com aqueles que viveram isso. A história de María não é ficção. Não é teatro político. Está acontecendo agora mesmo.

Estamos em uma encruzilhada perigosa, e movimentos como o de Mamdani em Nova Iorque não são tão inocentes quanto parecem. Eles fazem parte de uma ideologia crescente que romantiza o poder do governo sob a bandeira da compaixão — sem nunca levar em conta o que acontece quando esse poder é abusado.

María Oropeza é um nome que você talvez nunca tenha ouvido antes. Mas ela representa milhões. Milhões que antes acreditavam nas promessas do socialismo… e pagaram por isso com sua liberdade.

Vamos parar de cair nas mesmas mentiras, embaladas com um design melhor e slogans mais chamativos, modernizados para a juventude de hoje.

O socialismo não é apenas uma ideia política da moda no TikTok e nos slogans de campanha. No mundo real, é uma questão de liberdade ou escravidão, de vida ou morte.

Do American Institute for Economic Research (AIER)

As opiniões expressas neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente as opiniões do Epoch Times