Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e o secretário de Estado dos EUA Marco Rubio chegaram a Jedá, na Arábia Saudita, antes de negociações de alto risco entre suas delegações para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia.
Zelensky declarou nas redes sociais que se encontrou com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, na segunda-feira (10) para discutir “questões bilaterais e cooperação com outros parceiros”.
O líder ucraniano anunciou que eles tiveram uma “discussão detalhada” sobre os passos e condições necessárias para resolver a guerra e alcançar uma paz duradoura. Ele acrescentou que a Arábia Saudita desempenha um papel vital na facilitação da diplomacia.
“Eu enfatizei especificamente a questão da libertação de prisioneiros e do retorno de nossas crianças, o que poderia se tornar um passo fundamental na construção de confiança em esforços diplomáticos”, afirmou Zelensky. “Uma parte significativa da discussão foi dedicada aos formatos de garantias de segurança.”
Zelensky disse que a delegação ucraniana permanecerá em Jeddah para conversas com autoridades americanas programadas para terça-feira (11), reiterando o compromisso da Ucrânia com o diálogo construtivo com os Estados Unidos.
Separadamente, Rubio e o conselheiro de Segurança Nacional Mike Waltz também se encontraram com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, e agradeceram por sediar as próximas negociações para acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia.
A porta-voz do Departamento de Estado, Tammy Bruce, comentou que a reunião bilateral focou nas ameaças representadas pelos rebeldes Houthi do Iêmen, na situação na Síria e na reconstrução em Gaza. Rubio destacou a posição dos EUA de que “qualquer solução para a situação em Gaza não deve incluir nenhum papel para o Hamas”.
Antes de chegar à Arábia Saudita, Rubio comunicou aos repórteres que os Estados Unidos buscam entender a posição da Ucrânia sobre a resolução da guerra, incluindo quaisquer possíveis concessões que ela possa estar disposta a oferecer nas negociações de paz.
“O que queremos saber é se eles estão interessados em entrar em algum tipo de conversa de paz e em esboços gerais dos tipos de coisas que eles poderiam considerar, reconhecendo que tem sido uma guerra custosa e sangrenta para os ucranianos”, declarou Rubio a bordo de um avião militar para Jedá.
“Eles sofreram muito e seu povo sofreu muito, e é difícil, depois de algo assim, até mesmo falar sobre concessões. Mas essa é a única maneira de isso acabar para evitar mais sofrimento”, complementou.
Rubio ressaltou que os dois lados precisarão chegar a um entendimento antes de poderem avançar em direção a um acordo de paz.
“Não vou estabelecer nenhuma condição sobre o que eles têm ou precisam fazer. Acho que queremos ouvir para ver até onde eles estão dispostos a ir e comparar isso com o que os russos querem e então ver o quão distantes realmente estamos”, avaliou ele.
O presidente americano Donald Trump pausou a ajuda militar dos EUA à Ucrânia, em meio aos esforços de sua administração para pressionar por um acordo de paz para acabar com a guerra.
O diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), John Ratcliffe, anunciou na última quarta-feira (5) que Trump também ordenou a interrupção da cooperação de inteligência com a Ucrânia.
Inteligência, incluindo informações de satélites militares dos EUA, ajudou a Ucrânia a rastrear os movimentos das tropas russas e selecionar alvos. Ratcliffe disse que a pausa “na frente militar e na frente de inteligência” foi temporária.
A suspensão da ajuda ocorreu após uma reunião fracassada em 28 de fevereiro no Salão Oval sobre o acordo de minerais EUA-Ucrânia, que foi deixado no limbo.
A reunião tinha como objetivo ver o acordo assinado, de modo que o investimento dos EUA fosse à Ucrânia para desenvolver em conjunto os vastos recursos de minerais de terras raras do país, em troca de ajuda militar passada e em andamento dos Estados Unidos.
Após a discussão pública entre os dois lados, Trump disse aos repórteres no domingo (9) que acredita que as negociações desta semana entre as delegações dos EUA e da Ucrânia sobre o fim do conflito com a Rússia “farão progresso”.
Quando perguntado se consideraria encerrar a suspensão do compartilhamento de inteligência com a Ucrânia, Trump respondeu: “Nós quase conseguimos… Nós realmente quase conseguimos”.
Chris Summers contribuiu para esta reportagem.



