Zelensky diz que não há tropas cercadas em Kursk e alerta sobre plano russo contra Sumy

Por Agência de Notícias
15/03/2025 15:21 Atualizado: 15/03/2025 15:21

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reiterou neste sábado (15) que ao contrário do que o Kremlin afirma, não há tropas ucranianas cercadas em Kursk e alertou sobre um suposto plano russo de atacar a região ucraniana de Sumy, demonstrando que Moscou não está interessada em uma trégua, mas está se preparando para prolongar a guerra.

“Graças às forças ucranianas na região de Kursk, um número significativo de tropas russas teve que ser retirado de outras áreas. Nossas tropas continuam a manter as forças russas e norte-coreanas sob controle na região de Kursk. Nossas tropas não estão cercadas”, escreveu Zelensky nas redes sociais.

Após receber um relatório do comandante-em-chefe do Exército ucraniano, Zelensky afirmou que as operações das forças ucranianas em áreas designadas da região de Kursk “continuam” e que essas unidades estão executando suas tarefas “conforme necessário”.

Além disso, advertiu que movimentos estão sendo observados ao longo da fronteira oriental da Ucrânia, onde tropas russas estão se concentrando.

“Isso indica uma intenção de atacar nossa região de Sumy. Estamos cientes disso e iremos combatê-los”, assegurou.

O presidente ucraniano também disse que esse aumento de tropas é um sinal de que Moscou continuará a “ignorar a diplomacia”, apesar da declaração inicial do líder russo, Vladimir Putin, sobre sua disposição para considerar a proposta dos Estados Unidos para um cessar-fogo de 30 dias, que Kiev já aceitou.

“Está claro que a Rússia está prolongando a guerra. Estamos prontos para fornecer aos nossos parceiros todas as informações relevantes sobre a situação na frente, na região de Kursk e ao longo da nossa fronteira”, destacou.

Neste sábado, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que o apelo de Putin para que as tropas ucranianas supostamente cercadas em Kursk deponham suas armas para salvar suas vidas “continua vigente”, mas o tempo está “se esgotando”.

A Ucrânia admitiu publicamente neste sábado que suas tropas foram forçadas a abandonar a cidade de Sudzha, cuja reconquista foi anunciada pelos russos na quinta-feira e que constituía o principal reduto ucraniano nos territórios russos ocupados.