Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.
O enviado especial do presidente dos EUA, Donald Trump, Steve Witkoff, reuniu-se com o presidente russo, Vladimir Putin, para conversas no Kremlin em 6 de agosto, à medida que se aproxima o prazo dado por Washington para que a Rússia chegue a um acordo de paz com a Ucrânia.
A reunião entre Witkoff e Putin durou três horas, mas ainda não foram divulgados detalhes sobre o que foi discutido.
Kirill Dmitriev, enviado de Putin para investimentos e cooperação econômica, postou posteriormente no X que havia participado de uma “reunião importante” entre Putin e Witkoff.
“O diálogo construtivo entre os EUA e a Rússia continua e é fundamental para a segurança e a paz globais”, escreveu Dmitriev.
Dmitriev desempenhou um papel central nas conversas de paz diretas entre a Rússia e a Ucrânia em Istambul.
Três rodadas de negociações de paz foram realizadas na Turquia este ano, a mais recente ocorrendo em 23 de julho. As conversas ainda não resultaram em nenhum progresso significativo para o fim do conflito.
Putin disse em 1º de agosto que esperava que as negociações de paz continuassem. Ele acrescentou que a Rússia estava fazendo progressos no conflito em curso, sinalizando que não haveria mudança na política, apesar do prazo iminente para as sanções dos EUA.
A Ucrânia vem perdendo gradualmente território na linha de frente, mas não há sinais de que sua linha defensiva esteja entrando em colapso total, e Kiev continua a lançar ataques com drones no interior da Rússia, causando um incêndio em uma estação ferroviária perto de Volgogrado em 4 de agosto.
Durante meses, a Ucrânia tem pedido um cessar-fogo imediato, mas a Rússia afirma que deseja um acordo duradouro, não uma pausa.
Putin deseja negociações “tranquilas”
Em 1º de agosto, Putin disse: “Para abordar a questão de forma pacífica, é necessário conduzir conversas detalhadas. E não em público, mas com calma, na tranquilidade do processo de negociação”.
As sanções ameaçadas pelo governo Trump podem incluir tarifas secundárias contra países que compram petróleo e gás da Rússia, incluindo China e Índia.
Em 14 de julho, ao receber o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, na Casa Branca, Trump disse: “Estou decepcionado [com Putin], porque pensei que teríamos um acordo há dois meses, mas parece que não vamos chegar lá.
“Portanto, com base nisso, vamos aplicar tarifas secundárias. …
É muito simples, serão de 100% e assim será.”
“Eles são astutos”, disse ele sobre os russos, que criaram a chamada “frota fantasma”, que transporta petróleo e outros produtos ao redor do mundo para evitar sanções.
“Vamos ver o que acontece”
Ao responder perguntas de repórteres em 5 de agosto, Trump foi questionado se ainda planejava aplicar tarifas de 100% aos países que compram suprimentos de energia da Rússia.
Trump disse: “Eu nunca mencionei uma porcentagem, mas faremos bastante isso. Vamos ver o que acontece nos próximos dias… Temos uma reunião com a Rússia amanhã.
Vamos ver o que acontece. Tomaremos essa decisão na hora.”

“Esta é a guerra de Biden, não é minha. É uma bagunça. E estou aqui para nos tirar dessa… Na verdade, parei cinco guerras nos últimos cinco meses e, francamente, gostaria que esta fosse a sexta, e isso nem inclui o Irã destruindo seu arsenal nuclear, porque eles teriam armas nucleares em dois meses. Mas parei muitas guerras.”
Trump disse sobre o conflito na Ucrânia: “Este é o que estou tentando impedir. Este é aquele em que estamos trabalhando mais arduamente. Os outros eu interrompi em questão de dias.”
Witkoff, um advogado e investidor imobiliário de Nova Iorque sem experiência em política externa, foi nomeado por Trump em novembro de 2024.
O Kremlin afirma que as sanções internacionais impostas desde que invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 tiveram um impacto limitado.
A Ucrânia afirma que as sanções estão afetando Moscou, e Kiev quer que elas sejam intensificadas.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, em 4 de agosto, instou os Estados Unidos e a Europa a impor sanções secundárias mais fortes aos setores de energia, comércio e bancário de Moscou.
A Associated Press contribuiu para esta reportagem.



