Vírus de Marburg tem novo surto confirmado na Tanzânia 

A doença já havia sido detectada como suspeita pela OMS e é considerada altamente letal.

Por Redação Epoch Times Brasil
21/01/2025 20:53 Atualizado: 21/01/2025 20:53

A Tanzânia confirmou, nesta segunda-feira (20), um novo surto do vírus de Marburg, que já resultou em um caso positivo e 25 suspeitos na região de Kagera, no noroeste do país. A Organização Mundial da Saúde (OMS) havia alertado para a possibilidade de surto em 14 de janeiro, após o registro de 13 mortes e dois casos em apenas cinco dias.

Durante uma coletiva de imprensa, a presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, anunciou a confirmação do caso, ressaltando que os 25 pacientes suspeitos testaram negativo para a doença.

Ela também afirmou que as autoridades locais continuam monitorando rigorosamente a situação, especialmente no distrito de Biharamulo, onde os casos foram registrados.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, estava presente na coletiva, ao lado da presidente.

Sintomas e contágio

Identificado pela primeira vez em 1967, o vírus de Marburg é transmitido por morcegos frugívoros e pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas ou superfícies contaminadas.

Assim como o Ebola, o Marburg pertence à mesma família de vírus e pode causar sintomas graves como febre alta, dores de cabeça, mal-estar e, em casos mais avançados, hemorragias intensas.

Embora não existam vacinas ou tratamentos antivirais específicos, o manejo adequado da doença com reidratação pode aumentar as chances de sobrevivência dos infectados.

A falta de tratamento efetivo e a alta taxa de letalidade tornam o vírus de Marburg uma ameaça significativa à saúde pública.

Histórico de surtos

Este não é o primeiro surto de Marburg na Tanzânia. Em março de 2023, o país enfrentou outro, que resultou em nove casos confirmados, dos quais seis morreram, gerando uma taxa de letalidade de 66,6%.

Além da Tanzânia, outros países africanos como Angola, República Democrática do Congo, Gana e Uganda também registraram surtos dessa doença.

As autoridades de saúde continuam em alerta, com esforços concentrados para conter a propagação do vírus e proteger as comunidades afetadas.