Vance critica a Europa em relação à liberdade de expressão, à democracia e à migração em massa

O vice-presidente repreendeu os aliados europeus na Conferência Anual de Segurança de Munique, criticando-os por causa das leis de censura e da perigosa política de imigração.

Por Guy Birchall
15/02/2025 10:48 Atualizado: 15/02/2025 10:48
Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, criticou os aliados europeus dos Estados Unidos na sexta-feira (14) por suas atitudes em relação à liberdade de expressão, à democracia e à migração em massa.

Durante um discurso na Conferência de Segurança de Munique, Vance disse aos dignitários reunidos que, embora o governo Trump estivesse preocupado com a segurança europeia, a ameaça à Europa com a qual ele mais se preocupa “não é a Rússia, não é a China, não é nenhum outro ator externo”.

“O que me preocupa é a ameaça que vem de dentro, o recuo da Europa em relação a alguns de seus valores mais fundamentais, valores compartilhados com os Estados Unidos da América”, disse Vance.

Vance citou exemplos específicos do que, segundo ele, não representa um verdadeiro compromisso com a democracia, incluindo o cancelamento das eleições na Romênia, ameaças da União Europeia de fechar as mídias sociais em tempos de agitação, batidas policiais alemãs em casas de pessoas que publicam conteúdo antifeminista, processos suecos contra queima do Alcorão e a criminalização no Reino Unido de orações silenciosas fora dos centros de aborto.

“Na Grã-Bretanha e em toda a Europa, temo que a liberdade de expressão esteja recuando”, disse ele, antes de acrescentar “no interesse da comédia e da verdade” que algumas das vozes mais altas que pediam censura tinham se originado nos Estados Unidos.

“Assim como o governo Biden parecia desesperado para silenciar as pessoas por falarem o que pensam, o governo Trump fará exatamente o oposto, e espero que possamos trabalhar juntos nisso.

“Em Washington, há um novo xerife na cidade e, sob a liderança de Donald Trump, podemos discordar de seus pontos de vista, mas lutaremos para defender seu direito de apresentá-los em praça pública.”

Depois de criticar a Europa por sua falta de compromisso com a liberdade de expressão e a democracia, o vice-presidente passou a discutir o que ele chamou de questão mais urgente que o continente enfrenta, a migração em massa, dizendo que “nenhum eleitor deste continente foi às urnas para abrir as comportas para milhões de imigrantes não selecionados”.

“Quase uma em cada cinco pessoas que vivem neste país [Alemanha] veio do exterior para cá. Esse é, obviamente, o maior número de todos os tempos. É um número semelhante, a propósito, nos Estados Unidos, também um recorde histórico”, disse ele.

“O número de imigrantes que entraram na União Europeia vindos de países fora da UE dobrou somente entre 2021 e 2022. E, é claro, ficou muito maior desde então.”

Vance continuou citando o ataque de carro ocorrido ontem na cidade em que ele estava discursando, Munique, que deixou 36 pessoas, incluindo uma criança, feridas, como um exemplo das consequências da migração em massa, chamando-o de uma “história terrível que já ouvimos muitas vezes”.

“Um solicitante de asilo, muitas vezes um jovem de 20 e poucos anos, já conhecido da polícia, bate com um carro em uma multidão e destroi uma comunidade”, disse ele.

“Quantas vezes teremos que sofrer esses retrocessos terríveis antes de mudarmos de rumo e levarmos nossa civilização compartilhada para uma nova direção?”

Vance advertiu os líderes europeus de que ignorar as preocupações do eleitorado, proibir certas formas de mídia, excluir algumas pessoas e partidos das eleições ou encerrá-las completamente era a “maneira mais segura de destruir a democracia”.

“A democracia se baseia no princípio sagrado de que a voz do povo é importante”, disse ele. “Não há espaço para firewalls. Ou você defende o princípio ou não.”

O católico convicto encerrou citando o Papa João Paulo II, dizendo: “Não tenha medo, não devemos ter medo de nosso povo, mesmo quando eles expressam opiniões que discordam de sua liderança”.

Vance não fez nenhuma referência à recente ligação telefônica entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na qual ambos os líderes concordaram em iniciar imediatamente as negociações para acabar com a guerra na Ucrânia.

O vice-presidente deve se reunir com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky na conferência em Munique, em algum momento na sexta-feira.