Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.
WASHINGTON — O presidente americano Donald Trump recebeu o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu na Casa Branca em 29 de setembro para discutir um cessar-fogo e um plano de paz mais amplo para Gaza. Esta é a quarta visita de Netanyahu à Casa Branca desde que Trump assumiu o cargo em janeiro.
Trump expressou otimismo no domingo, antes da reunião.
“Temos uma chance real de alcançar a grandeza no Oriente Médio. Todos estão a bordo para algo especial, pela primeira vez na história.
Vamos conseguir!!!” Trump escreveu no Truth Social, quase todo em letras maiúsculas, referindo-se às negociações em andamento sobre Gaza.
Em 24 de setembro, Trump realizou uma reunião com os líderes do Catar, Jordânia, Turquia, Indonésia, Paquistão, Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos (EAU) à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque. As negociações se concentraram em alcançar um cessar-fogo duradouro na guerra entre Israel e o Hamas e garantir a libertação de todos os reféns e detidos.
No dia seguinte, após se reunir com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan na Casa Branca, Trump disse que conversou com Netanyahu e que desenvolvimentos significativos poderiam ser esperados em breve em relação a Gaza.
“Estamos muito perto de chegar a um acordo sobre Gaza e talvez até mesmo à paz”, disse Trump aos repórteres.
Na semana passada, o governo Trump apresentou um plano de paz de 21 pontos para Gaza, pedindo o retorno de todos os reféns israelenses, o fim dos ataques ao Catar e a retomada das negociações entre israelenses e palestinos para uma “coexistência pacífica”.
Em entrevista à Fox News no domingo, Netanyahu comentou a proposta de Trump, afirmando que Israel ainda não se comprometeu com o plano, mas está trabalhando ativamente com a equipe de Trump para moldá-lo.
Sobre a questão da anistia para membros do Hamas, Netanyahu disse que os detalhes ainda estão em discussão, mas sugeriu que a anistia pode ser possível para aqueles que deixarem Gaza assim que as hostilidades terminarem e os reféns forem libertados.
“Se eles encerrarem a guerra e libertarem todos os reféns, nós os deixaremos sair. Isso é algo que já dissemos no passado, mas precisa ser resolvido”, afirmou Netanyahu.
Ele também rebateu as alegações de que Israel está envolvido em uma “política de fome” em Gaza.
“Enviamos 2 milhões de toneladas de ajuda para Gaza desde o início da guerra. Isso representa uma tonelada de ajuda por pessoa — homem, mulher, criança — por dia. … Na verdade, são 3.000 calorias por pessoa por dia”, afirmou, acusando o Hamas de atacar os pontos de distribuição e saquear a ajuda.
O primeiro-ministro israelense também deixou claro que qualquer papel governamental futuro da Autoridade Palestina em Gaza é uma “linha vermelha”.
Em discurso na ONU em 26 de setembro, Netanyahu chamou a solução de dois Estados de “pura loucura” e criticou países ocidentais, incluindo o Reino Unido, França, Canadá e Austrália, por reconhecerem um Estado palestino.
“Dar aos palestinos um Estado a um quilômetro e meio de Jerusalém após 7 de outubro é como dar à Al-Qaeda um Estado a um quilômetro e meio de Nova Iorque após o 11 de setembro”, afirmou. “Isso é pura loucura. É insano, e não faremos isso”.
Trump afirmou em 25 de setembro que não permitirá que Israel anexe a Cisjordânia ocupada. Tal medida por parte de Israel acabaria efetivamente com a possibilidade de uma solução de dois Estados.
“Não permitirei que Israel anexe a Cisjordânia. Não, não permitirei. Isso não vai acontecer”, afirmou Trump aos repórteres em 25 de setembro.
A guerra em Gaza se intensificou desde 7 de outubro de 2023, quando o Hamas, um grupo terrorista, atacou Israel, matando cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis, e capturando mais de 250 reféns.
Na semana passada, Trump expressou otimismo sobre as negociações com os países do Oriente Médio, descrevendo-as como “intensas” e “produtivas”.
“Tenho o prazer de informar que estamos tendo discussões muito inspiradoras e produtivas com a comunidade do Oriente Médio sobre Gaza”, escreveu Trump em 26 de setembro no Truth Social.
“Negociações intensas estão ocorrendo há quatro dias e continuarão pelo tempo que for necessário para que se chegue a um acordo bem-sucedido”.
Trump afirmou que todos os países da região fazem parte do processo de paz e que o Hamas também está ciente das negociações.
“Há mais boa vontade e entusiasmo para chegar a um acordo, após tantas décadas, do que eu jamais vi antes. Todos estão entusiasmados para deixar esse período de morte e escuridão para trás”, escreveu Trump.
“É uma honra fazer parte dessa negociação. Precisamos resgatar os reféns e alcançar uma PAZ PERMANENTE E DURADOURA!”.
Este ano, Netanyahu se tornou o líder estrangeiro que mais visitou a Casa Branca. A primeira reunião ocorreu no início de fevereiro, logo após a posse de Trump para seu segundo mandato, seguida por uma segunda reunião no início de abril para discutir as novas tarifas dos EUA sobre Israel, o programa nuclear do Irã e as relações entre a Turquia e Israel. Uma terceira reunião ocorreu em julho, com foco principalmente nos esforços de cessar-fogo em Gaza.
A Reuters contribuiu para esta reportagem.



