Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou em 5 de outubro que houve “discussões positivas” com o Hamas e vários países sobre um plano de paz para encerrar a guerra em Gaza e garantir a libertação dos reféns, mas alertou que Israel e o Hamas devem agir rapidamente para finalizar o acordo.
Suas declarações foram feitas enquanto delegações de Israel, Hamas, Estados Unidos e Catar se preparavam para se reunir no Egito em 6 de outubro para discutir os termos do plano de paz de 20 pontos de Trump para Gaza.
Em uma postagem no Truth Social, Trump afirmou que a primeira fase do plano de paz deve ser concluída esta semana e alertou que qualquer atraso na finalização do plano pode levar a um “grande derramamento de sangue”.
“Essas conversas têm sido muito bem-sucedidas e estão avançando rapidamente”, afirmou. “Fui informado de que a primeira fase deve ser concluída esta semana e estou solicitando a todos que AJAM RAPIDAMENTE.”
“Continuarei acompanhando esse ‘conflito’ secular. O tempo é essencial, ou um grande derramamento de sangue se seguirá — algo que ninguém deseja ver”, acrescentou o presidente.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu disse que instruiu uma delegação liderada pelo ministro de Assuntos Estratégicos de Israel, Ron Dermer, a partir para as conversas no Egito para finalizar os detalhes técnicos da libertação dos reféns.
“Nossa intenção e a de nossos amigos americanos é limitar essa negociação a alguns dias”, disse ele, de acordo com seu gabinete.
Netanyahu disse que a primeira fase do plano de paz envolverá a libertação dos reféns capturados pelo grupo terrorista durante seu ataque a Israel em 7 de outubro de 2023. Ele observou que, nesta fase, as forças armadas de Israel serão remanejadas de forma a permitir que “mantenham o controle de todas as áreas no interior da Faixa”.
Na segunda fase, o grupo terrorista Hamas “será desarmado e a Faixa será desmilitarizada”, afirmou o líder israelense.
“Isso ocorrerá por meio de uma via diplomática, de acordo com o Plano Trump, ou por meio de uma via militar por nós”, declarou Netanyahu.
O plano de paz de Trump estipula que Israel não ocupará nem anexará Gaza.
Em 3 de outubro, o Hamas disse que acolhe a proposta de Trump e está disposto a libertar todos os reféns — vivos e mortos — e a renunciar ao poder sobre Gaza, mas observou que certas disposições exigiriam mais consultas entre os palestinos.
Quando questionado por Jake Tapper, da CNN, em 4 de outubro, sobre as possíveis consequências se o Hamas insistisse em manter o controle de Gaza, Trump respondeu que o grupo terrorista enfrentaria “a destruição completa”.
Trump também expressou confiança de que Netanyahu está totalmente comprometido em encerrar a ofensiva em Gaza. Ele anunciou na rede social em 4 de outubro que Israel concordou com uma linha de retirada inicial.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram em 4 de outubro que a cúpula política instruiu os militares a “avançar na preparação para a implementação da primeira fase” do plano de paz de Trump.
As FDI também declararam que todas as capacidades militares serão transferidas para o Comando Sul para priorizar a proteção das forças israelenses.
A guerra em Gaza eclodiu depois que terroristas liderados pelo Hamas lançaram um ataque em grande escala ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, matando cerca de 1.200 civis e levando cerca de 250 reféns de volta para Gaza.
O número de mortos em Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, subiu para mais de 66.000 até o momento. Esse número não distingue entre combatentes e civis. O Epoch Times não pode verificar o número.



