Trump está pronto para usar todo o poder dos EUA para deter traficantes de drogas na América Latina, diz Casa Branca

A Casa Branca disse que Trump está disposto a "usar todos os elementos do poder americano" quando questionado sobre a possibilidade de tropas americanas em solo venezuelano.

Por Ryan Morgan
20/08/2025 15:36 Atualizado: 20/08/2025 15:36
Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.

O presidente Donald Trump está preparado para utilizar todos os aspectos do poder americano para impedir o tráfico de drogas proveniente da América Latina, afirmou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, em uma coletiva de imprensa realizada na Casa Branca em 19 de agosto, quando questionada sobre a possibilidade de tropas americanas serem enviadas à Venezuela.

Um repórter perguntou se os Estados Unidos estão “considerando, possivelmente, enviar tropas para lá”, à luz de relatos sobre navios de guerra americanos operando perto da Venezuela e cerca de 4.000 fuzileiros navais americanos a bordo.

“O que posso dizer, com relação à Venezuela, é que o presidente Trump tem sido muito claro e consistente; ele está preparado para usar todos os elementos do poder americano para impedir que as drogas inundem nosso país e para levar os responsáveis à justiça”, começou Leavitt em sua resposta.

O comentário de Leavitt veio um dia depois que o Epoch Times confirmou, com uma fonte da Casa Branca familiarizada com o assunto, relatos de que recursos navais e aéreos dos EUA seriam enviados ao sul do Mar do Caribe como parte de um esforço intensificado de combate ao narcotráfico. Tal envio poderia colocar esses recursos dos EUA a uma curta distância da costa norte da Venezuela.

As relações entre os EUA e a Venezuela estão tensas há anos.

Em 11 de agosto de 2017, durante seu primeiro mandato, o presidente Donald Trump disse a repórteres: “Temos muitas opções para a Venezuela, incluindo uma possível opção militar, se necessário”.

O primeiro governo Trump rejeitou as eleições presidenciais antecipadas de 2018 na Venezuela, nas quais o Conselho Nacional Eleitoral do país declarou Nicolás Maduro vencedor.

Trump deu um passo adiante ao apoiar a iniciativa do então presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, de se posicionar como o legítimo chefe de Estado da Venezuela até que novas eleições pudessem ser realizadas. Guaidó liderou uma tentativa de levante contra Maduro em 30 de abril de 2019, que teve vida curta.

Trump recebeu Guaidó em seu discurso do Estado da União de 2020 e novamente no dia seguinte na Casa Branca.

Em 26 de março de 2020, o Departamento de Justiça dos EUA afirmou que Maduro estava ligado ao tráfico de drogas e armas e começou a oferecer uma recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à sua prisão.

Sob o presidente Joe Biden, a oposição a Maduro continuou. O governo Biden rejeitou os resultados das eleições presidenciais de julho de 2024 na Venezuela, nas quais o Conselho Nacional Eleitoral venezuelano novamente declarou Maduro vencedor, em meio a acusações de que o resultado foi manipulado a favor de Maduro.

No início deste mês, o Departamento de Justiça aumentou a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro para US$ 50 milhões.

Ao fazer o anúncio, a procuradora-geral Pam Bondi acusou Maduro de trabalhar com o Tren de Aragua, o cartel de Sinaloa e o Cartel de los Soles para “trazer drogas mortais e violência para o nosso país”.

Este ano, o Departamento de Estado listou o Tren de Aragua e o cartel de Sinaloa como organizações terroristas estrangeiras e, no mês passado, o Departamento do Tesouro sancionou o Cartel de los Soles como uma organização terrorista especialmente designada.

“O regime de Maduro não é o governo legítimo da Venezuela; é um cartel narcoterrorista”, afirmou Leavitt. “E Maduro, na opinião deste governo, não é um presidente legítimo. Ele é um líder fugitivo desse cartel que foi indiciado nos Estados Unidos por tráfico de drogas para o país”.