Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.
O presidente Donald Trump afirmou na segunda-feira que sua saída antecipada da cúpula do G7 no Canadá se deveu a uma questão “muito maior” do que um cessar-fogo entre Israel e o Irã.
Trump disse a repórteres que deseja o fim genuíno do programa nuclear iraniano, rejeitando a afirmação anterior do presidente francês Emmanuel Macron de que os EUA teriam feito uma oferta para garantir um cessar-fogo entre Israel e o Irã.
“Não estou buscando um cessar-fogo, estamos buscando algo melhor do que um cessar-fogo”, disse Trump a bordo do Air Force One, observando que seu objetivo é que o Irã desista completamente de suas ambições nucleares.
Trump posteriormente publicou no Truth Social que sua saída antecipada da cúpula não teve nada a ver com um cessar-fogo no conflito entre Irã e Israel.
Em uma postagem subsequente, Trump esclareceu que não havia entrado em contato com o governo iraniano para iniciar qualquer tipo de conversa de paz.
“Se eles querem conversar, sabem como entrar em contato comigo. Eles deveriam ter aceitado o acordo que estava em jogo — teria salvado muitas vidas!”, afirmou ele no Truth Social.
Autoridades americanas e iranianas já haviam se envolvido em negociações, enquanto Trump pressionava o Irã a abandonar suas ambições nucleares.
O governo de Omã, que atuou como mediador nas conversas nucleares entre os EUA e o Irã, disse em 14 de junho que as próximas conversas entre os dois lados foram canceladas após os recentes ataques aéreos de Israel contra o Irã.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que o objetivo da operação é eliminar a ameaça existencial representada pelos supostos programas nucleares e de mísseis do Irã.
Desde então, o Irã retaliou, lançando mísseis balísticos e drones de ataque contra Israel. Os dois países continuaram a trocar ataques.
Trump instou os residentes a evacuar Teerã imediatamente e afirmou que o Irã deveria ter aceitado um acordo de desarmamento nuclear com os Estados Unidos anteriormente.
“O Irã deveria ter assinado o ‘acordo’ que eu disse para eles assinarem. Que pena e que desperdício de vidas humanas”, afirmou. “Simplesmente, o Irã não pode ter uma arma nuclear. Eu disse isso repetidamente! Todos devem evacuar Teerã imediatamente!”
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse na segunda-feira que o acordo nuclear proposto ainda está em discussão e que cabe ao Irã aceitá-lo ou não.
“Estamos posicionados defensivamente na região para sermos fortes na busca por um acordo de paz. E certamente esperamos que seja isso que aconteça aqui”, disse Hegseth à Fox News.
“O presidente Trump deixou claro que a proposta está em discussão. A questão é se o Irã vai aceitá-la.”
Os Estados Unidos deixaram claro que não estão envolvidos nos ataques contra o Irã, mas afirmaram que continuam comprometidos em defender os interesses e o pessoal dos EUA na região.
Hegseth disse na segunda-feira que ordenou o envio de recursos adicionais para o Comando Central dos EUA (CENTCOM), que supervisiona as operações militares americanas no Oriente Médio, para reforçar a postura de defesa dos EUA na região.

“Proteger as forças americanas é nossa prioridade máxima e essas mobilizações têm como objetivo reforçar nossa postura defensiva na região”, afirmou ele em um comunicado, sem detalhar os recursos específicos que estão sendo mobilizados.
Autoridades iranianas declararam que o diálogo com os Estados Unidos não faz mais sentido após o ataque de Israel.
“O outro lado agiu de uma forma que torna o diálogo sem sentido. Não se pode alegar negociar e, ao mesmo tempo, dividir o trabalho permitindo que o regime sionista ataque o território iraniano”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, à agência de notícias Tasnim, afiliada ao governo, em 14 de junho.
O Ministério da Saúde iraniano informou no domingo que pelo menos 224 pessoas foram mortas em ataques israelenses desde 13 de junho, incluindo vários altos oficiais militares e cientistas nucleares.
O governo de Israel afirmou que 24 pessoas foram mortas em ataques iranianos até 16 de junho.
Tom Ozimek e Ryan Morgan contribuíram para esta reportagem.



