Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.
O presidente dos EUA Donald Trump afirmou em 5 de agosto que seu foco principal em Gaza era fornecer ajuda alimentar aos civis e que as decisões sobre o potencial controle militar de Israel sobre o enclave eram uma questão para o governo israelense.
Em declarações aos repórteres na Casa Branca, Trump respondeu a uma pergunta sobre se apoiaria uma ocupação israelense de Gaza.
“Bem, não sei qual é a sugestão. Sei que estamos lá agora, tentando alimentar as pessoas”, disse ele.
“Como vocês sabem, os Estados Unidos doaram recentemente US$ 60 milhões para fornecer alimentos, e muitos alimentos, francamente, para Gaza, que obviamente não está passando por uma boa situação alimentar. E sei que Israel vai nos ajudar com isso em termos de distribuição e também financeiramente.”
Trump acrescentou que os países árabes também deveriam contribuir financeiramente e, possivelmente, ajudar na distribuição.
“Então é nisso que estou focado. Quanto ao resto, realmente não posso dizer. Isso vai depender muito de Israel”, afirmou.
Em 4 de agosto, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu disse que convocaria seu gabinete de segurança durante a semana para orientar ações militares destinadas a alcançar os três objetivos do país: “Derrotar o inimigo, libertar nossos reféns e garantir que Gaza nunca mais ameace Israel”.
Em discurso na reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas em 5 de agosto, o secretário-geral adjunto da ONU, Miroslav Jenca, descreveu os relatos de uma possível expansão das operações militares de Israel em Gaza como “profundamente alarmantes”.
“Isso poderia ter consequências catastróficas para milhões de palestinos e colocar ainda mais em risco a vida dos reféns que permanecem em Gaza”, afirmou.
Plano de ajuda, foco nos reféns
As declarações de Trump em 5 de agosto ocorrem em meio a apelos internacionais para fornecer ajuda alimentar a Gaza, onde o conflito em curso entre Israel e o grupo terrorista Hamas deslocou centenas de milhares de pessoas e deixou muitas lutando para suprir suas necessidades diárias.
Em 28 de julho, Trump anunciou um plano liderado pelos EUA para estabelecer centros de distribuição de alimentos de acesso livre em toda Gaza, uma iniciativa que, segundo ele, não seria cercada por cercas e contaria com a cooperação internacional.
“Queremos ajudar. É uma situação terrível”, afirmou Trump, enfatizando a importância de garantir que a ajuda alimentar chegue aos civis e não seja saqueada pelo Hamas.
A iniciativa, que inclui a participação do Fundo Humanitário Global (GHF, na sigla em inglês), segue-se a uma visita do enviado especial Steven Witkoff e do embaixador Mike Huckabee a Gaza para avaliar as condições e informar os futuros esforços humanitários dos EUA. O GHF, uma iniciativa israelense e americana, distribui ajuda em Gaza desde maio e afirmou na semana passada em uma publicação no X que havia ultrapassado a marca de 100 milhões de refeições distribuídas.
De acordo com a porta-voz do Departamento de Estado, Tammy Bruce, em uma coletiva de imprensa em 5 de agosto, Witkoff e Huckabee passaram mais de cinco horas dentro do enclave no último fim de semana para avaliar a melhor forma de entregar alimentos e assistência médica.
Questionada se os EUA apoiam os planos militares de Israel em Gaza, Bruce evitou responder, dizendo que essa era uma questão para o governo israelense.
“Continuamos focados em libertar os reféns, incluindo os restos mortais de dois americanos, e garantir que o Hamas nunca mais governe Gaza”, disse ela.
Ela reiterou que “a ajuda humanitária tem estado no centro” das ações dos Estados Unidos tanto em Gaza quanto globalmente.
Organizações internacionais, incluindo agências da ONU, recusaram-se a participar da iniciativa do GHF, expressando preocupação com a segurança dos civis e os laços militares da fundação.
Cinquenta reféns israelenses continuam em cativeiro após o ataque transfronteiriço do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, no qual 1.200 pessoas foram mortas e 251 feitas reféns, de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel.
De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, que opera sob o controle do grupo terrorista Hamas, mais de 60.000 palestinos foram mortos no conflito, embora os números não distingam entre combatentes e civis. O Epoch Times não pode de verificar esses números de forma independente.



