E para iniciar o giro de notícias de hoje, vamos falar sobre o caso da Suprema Corte dos EUA que sinalizou apoio a pais cristãos e muçulmanos que pedem o direito de manter seus filhos fora de aulas com livros infantis com personagens LGBT, em escolas públicas de Maryland.
Até o momento, a maioria conservadora da Corte americana demonstrou simpatia pelos argumentos dos pais afirmando que os pedidos pareciam ser justos. A decisão agora está prevista para sair até junho.

Produtos chineses “vão cair bastante”
Enquanto isso, na Casa Branca, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as tarifas sobre produtos chineses “vão cair bastante”, embora sem retorno à isenção anterior. As atuais taxas chegam a 245%, segundo a Casa Branca.
Trump também negou intenção de demitir Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, apesar de críticas à sua atuação. Disse que gostaria de mais ação na redução de juros, mas garantiu: “não tenho intenção de demiti-lo”.

Ainda nos Estados Unidos, um relatório divulgado nesta terça alerta que todos os datacenters de I.A. nos EUA estão vulneráveis à espionagem chinesa, inclusive o avançado projeto Stargate da OpenAI.
Assinado por ex-militares e especialistas em cibersegurança, o documento afirma que ataques assimétricos e roubo de modelos podem comprometer bilhões em investimentos e ameaçar a segurança nacional.
O relatório também critica a dependência de componentes chineses e aponta falhas graves em laboratórios de ponta, com casos em que modelos quase escaparam dos testes.
Possível cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia
E se falamos em Estados Unidos, uma reunião em Londres sobre o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia perdeu força com a ausência de autoridades dos EUA. O vice-presidente americano, JD Vance, afirma que já passou da hora de um acordo baseado na manutenção dos territórios atualmente controlados por cada país seja aprovado.
A França reagiu, afirmando que qualquer paz deve garantir a “integridade territorial” da Ucrânia e seu direito de integrar-se à Europa — condições consideradas essenciais pelos europeus.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky também rejeitou ceder territórios à Rússia. Ainda assim, uma equipe de seu governo participou da reunião para discutir um possível cessar-fogo.

E em um novo capítulo da participação da China na guerra, Zelensky também afirmou que cidadãos chineses estão trabalhando em uma fábrica de drones na Rússia e sugeriu que Moscou pode ter usado tecnologia chinesa sem autorização formal de Pequim.
Zelensky pediu que o serviço de segurança ucraniano compartilhe informações detalhadas com o governo chinês, indicando que os acordos teriam sido feitos fora do conhecimento da liderança chinesa.
Embora não acuse diretamente a China, a declaração levanta suspeitas sobre possível espionagem tecnológica. Até agora, Pequim não respondeu oficialmente às alegações feitas por Kiev.
Presidente da Autoridade Palestina quer o fim da guerra em Gaza
O conflito em Gaza também teve novos desenvolvimentos. Em Ramallah, na Cisjordânia, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu que o Hamas entregue as armas e transfira o controle da Faixa de Gaza ao governo oficial.
O apelo ocorreu durante uma reunião em que Abbas pode anunciar seu sucessor, sob pressão internacional por uma liderança unificada em Gaza. Ele defendeu que o Hamas vire um partido político e abandone a luta armada.
Abbas também cobrou a libertação dos reféns em Gaza, dizendo que a situação “dá desculpas” para ataques israelenses. Desde março, mais de 1.900 pessoas morreram na Faixa de Gaza.

Terremoto na Turquia
Hoje também aconteceu um terremoto de magnitude 6,2 atingiu a costa de Istambul, na Turquia. O tremor causou pânico entre moradores que correram para as ruas.
Apesar da intensidade, o governo turco informou que não houve danos nas estradas, aeroportos ou sistemas de transporte.
Equipes da Defesa Civil iniciaram varreduras na região, mas até o momento não há registros de feridos ou prejuízos materiais significativos.

Ministro do Irã visita China
Enquanto isso, no Irã, o ministro das Relações Exteriores, Seyed Abbas Araqchi, visita a China nesta quarta-feira a convite do governo chinês. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da China, o encontro abordará relações bilaterais e temas internacionais de interesse mútuo.
A visita ocorre às vésperas de uma nova rodada de negociações nucleares entre Irã e Estados Unidos, prevista para sábado em Omã.
Autoridades iranianas afirmam que a ida de Araqchi à China reforça o compromisso dos dois países em ampliar sua cooperação estratégica e política.
Turistas sofrem ataque em Caxemira, Índia
Um ataque de militantes no vale de Baisaran, em Caxemira, na Índia, deixou 26 mortos — incluindo 25 indianos e um cidadão do Nepal — e pelo menos 17 feridos, marcando o pior atentado contra civis na Índia desde 2008.
O grupo militante “Kashmir Resistance” reivindicou a autoria, alegando que as vítimas tinham ligações com agências de segurança indianas. Nova Délhi prometeu uma resposta firme.
O primeiro-ministro Narendra Modi e a ministra das Finanças, Nirmala Sitharaman, interromperam viagens internacionais e retornaram ao país, enquanto forças de segurança lançaram uma operação para capturar os responsáveis.

FMI destaca Argentina
E vindo para a América LAtina, a Argentina foi destacada pelo FMI como exemplo entre os emergentes, com previsão de crescimento de 5,5% em 2025. A inflação, que foi de 219,9% em 2024, deve cair para 35,9% neste ano.
O FMI elogiou a disciplina fiscal do governo Milei e anunciou um novo pacote de ajuda de US$ 20 bilhões para apoiar a continuidade das reformas.
Já o Brasil teve a projeção de crescimento reduzida para 2,0% em 2025, abaixo da média dos emergentes (3,7%). O país também deve enfrentar inflação mais alta, estimada em 5,3%, e desemprego em alta, com taxa prevista de até 7,3% no próximo ano.
Presidente do INSS é afastado
E se estamos falando de Brasil, o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado do cargo nesta quarta-feira durante a Operação Sem Desconto da Polícia Federal, que apura descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
A investigação aponta que entidades cobraram R$ 6,3 bilhões de forma irregular entre 2019 e 2024. O esquema envolvia convênios com o INSS e descontos não autorizados direto na folha de pagamento dos beneficiários.
A operação cumpre 211 mandados de busca e 6 de prisão em 13 estados e no DF. Os crimes investigados incluem corrupção, falsificação e lavagem de dinheiro.




