Os acontecimentos de hoje, 23 de abril, no Brasil e no mundo

Por Redação Epoch Times Brasil
23/04/2025 15:10 Atualizado: 23/04/2025 15:10

E para iniciar o giro de notícias de hoje, vamos falar sobre o caso da Suprema Corte dos EUA que  sinalizou apoio a pais cristãos e muçulmanos que pedem o direito de manter seus filhos fora de aulas com livros infantis com personagens LGBT, em escolas públicas de Maryland.

Até o momento, a maioria conservadora da Corte americana demonstrou simpatia pelos argumentos dos pais afirmando que os pedidos pareciam ser justos. A decisão agora está prevista para sair até junho.

Um ônibus escolar adornado com as cores do arco-íris é a entrada do YMCA para a Parada do Orgulho LGBT de 2023 em Hollywood, Califórnia, em 11 de junho de 2023 (Robyn Beck/AFP via Getty Images)

Produtos chineses “vão cair bastante”

Enquanto isso, na Casa Branca, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as tarifas sobre produtos chineses “vão cair bastante”, embora sem retorno à isenção anterior. As atuais taxas chegam a 245%, segundo a Casa Branca.

Trump também negou intenção de demitir Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, apesar de críticas à sua atuação. Disse que gostaria de mais ação na redução de juros, mas garantiu: “não tenho intenção de demiti-lo”.

Presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, após testemunhar perante o Comitê de Bancos, Habitação e Assuntos Urbanos do Senado, no Capitólio, em 11 de fevereiro de 2025 (Madalina Vasiliu/The Epoch Times)

Ainda nos Estados Unidos, um relatório divulgado nesta terça alerta que todos os datacenters de I.A. nos EUA estão vulneráveis à espionagem chinesa, inclusive o avançado projeto Stargate da OpenAI.

Assinado por ex-militares e especialistas em cibersegurança, o documento afirma que ataques assimétricos e roubo de modelos podem comprometer bilhões em investimentos e ameaçar a segurança nacional.

O relatório também critica a dependência de componentes chineses e aponta falhas graves em laboratórios de ponta, com casos em que modelos quase escaparam dos testes.

Possível cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia

E se falamos em Estados Unidos, uma reunião em Londres sobre o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia perdeu força com a ausência de autoridades dos EUA. O vice-presidente americano, JD Vance, afirma que já passou da hora de um acordo baseado na manutenção dos territórios atualmente controlados por cada país seja aprovado.

A França reagiu, afirmando que qualquer paz deve garantir a “integridade territorial” da Ucrânia e seu direito de integrar-se à Europa — condições consideradas essenciais pelos europeus.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky também rejeitou ceder territórios à Rússia. Ainda assim, uma equipe de seu governo participou da reunião para discutir um possível cessar-fogo.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, fala durante uma entrevista à Reuters, em Kiev, Ucrânia, em 7 de fevereiro de 2025. (Valentyn Ogirenko/Reuters)

E em um novo capítulo da participação da China na guerra, Zelensky também afirmou que cidadãos chineses estão trabalhando em uma fábrica de drones na Rússia e sugeriu que Moscou pode ter usado tecnologia chinesa sem autorização formal de Pequim.

Zelensky pediu que o serviço de segurança ucraniano compartilhe informações detalhadas com o governo chinês, indicando que os acordos teriam sido feitos fora do conhecimento da liderança chinesa.

Embora não acuse diretamente a China, a declaração levanta suspeitas sobre possível espionagem tecnológica. Até agora, Pequim não respondeu oficialmente às alegações feitas por Kiev.

Presidente da Autoridade Palestina quer o fim da guerra em Gaza

O conflito em Gaza também teve novos desenvolvimentos. Em Ramallah, na Cisjordânia, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu que o Hamas entregue as armas e transfira o controle da Faixa de Gaza ao governo oficial.

O apelo ocorreu durante uma reunião em que Abbas pode anunciar seu sucessor, sob pressão internacional por uma liderança unificada em Gaza. Ele defendeu que o Hamas vire um partido político e abandone a luta armada.

Abbas também cobrou a libertação dos reféns em Gaza, dizendo que a situação “dá desculpas” para ataques israelenses. Desde março, mais de 1.900 pessoas morreram na Faixa de Gaza.

Presidente palestino, Mahmoud Abbas, faz declaração em uma conferência na cidade de Ramallah, Cisjordânia, em 18 de outubro de 2014 (ABBAS MOMANI/AFP/Getty Images)
Presidente palestino, Mahmoud Abbas, faz declaração em uma conferência na cidade de Ramallah, Cisjordânia, em 18 de outubro de 2014 (ABBAS MOMANI/AFP/Getty Images)

Terremoto na Turquia

Hoje também aconteceu um terremoto de magnitude 6,2 atingiu a costa de Istambul, na Turquia. O tremor causou pânico entre moradores que correram para as ruas.

Apesar da intensidade, o governo turco informou que não houve danos nas estradas, aeroportos ou sistemas de transporte.

Equipes da Defesa Civil iniciaram varreduras na região, mas até o momento não há registros de feridos ou prejuízos materiais significativos.

Moradores locais aguardam em um parque em Istambul em 23 de abril de 2025, após um primeiro terremoto às 12h49 (0949 GMT) seguido por três outros com magnitudes de 4,4 a 4,9. Um terremoto de magnitude 6,2 atingiu o Mar de Mármara perto da periferia oeste de Istambul em 23 de abril de 2025, segundo as autoridades, e o impacto foi sentido em toda a maior cidade da Turquia, onde as pessoas correram para as ruas. (Foto de Yasin AKGUL / AFP) (Foto de YASIN AKGUL/AFP via Getty Images)

Ministro do Irã visita China

Enquanto isso, no Irã, o ministro das Relações Exteriores, Seyed Abbas Araqchi, visita a China nesta quarta-feira a convite do governo chinês. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da China, o encontro abordará relações bilaterais e temas internacionais de interesse mútuo.

A visita ocorre às vésperas de uma nova rodada de negociações nucleares entre Irã e Estados Unidos, prevista para sábado em Omã.

Autoridades iranianas afirmam que a ida de Araqchi à China reforça o compromisso dos dois países em ampliar sua cooperação estratégica e política.

Turistas sofrem ataque em Caxemira, Índia

Um ataque de militantes no vale de Baisaran, em Caxemira, na Índia, deixou 26 mortos — incluindo 25 indianos e um cidadão do Nepal — e pelo menos 17 feridos, marcando o pior atentado contra civis na Índia desde 2008.

O grupo militante “Kashmir Resistance” reivindicou a autoria, alegando que as vítimas tinham ligações com agências de segurança indianas. Nova Délhi prometeu uma resposta firme.

O primeiro-ministro Narendra Modi e a ministra das Finanças, Nirmala Sitharaman, interromperam viagens internacionais e retornaram ao país, enquanto forças de segurança lançaram uma operação para capturar os responsáveis.

Vizinhos e parentes de Sameer Guha, um turista indiano que foi morto por homens armados no dia anterior no local turístico de Pahalgam, na Caxemira, estão ao lado de seu caixão durante seu funeral em Calcutá, em 23 de abril de 2025. As forças de segurança indianas na Caxemira estavam conduzindo uma grande caça ao homem em 23 de abril, um dia depois que homens armados abriram fogo contra turistas e mataram pelo menos 26 pessoas no pior ataque a civis na região em um quarto de século. (Foto de DIBYANGSHU SARKAR / AFP) (Foto de DIBYANGSHU SARKAR/AFP via Getty Images)

FMI destaca Argentina

E vindo para a América LAtina, a Argentina foi destacada pelo FMI como exemplo entre os emergentes, com previsão de crescimento de 5,5% em 2025. A inflação, que foi de 219,9% em 2024, deve cair para 35,9% neste ano.

O FMI elogiou a disciplina fiscal do governo Milei e anunciou um novo pacote de ajuda de US$ 20 bilhões para apoiar a continuidade das reformas.

Já o Brasil teve a projeção de crescimento reduzida para 2,0% em 2025, abaixo da média dos emergentes (3,7%). O país também deve enfrentar inflação mais alta, estimada em 5,3%, e desemprego em alta, com taxa prevista de até 7,3% no próximo ano.

Presidente do INSS é afastado

E se estamos falando de Brasil, o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado do cargo nesta quarta-feira durante a Operação Sem Desconto da Polícia Federal, que apura descontos indevidos em aposentadorias e pensões.

A investigação aponta que entidades cobraram R$ 6,3 bilhões de forma irregular entre 2019 e 2024. O esquema envolvia convênios com o INSS e descontos não autorizados direto na folha de pagamento dos beneficiários.

A operação cumpre 211 mandados de busca e 6 de prisão em 13 estados e no DF. Os crimes investigados incluem corrupção, falsificação e lavagem de dinheiro.

Presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto (Foto: Reprodução/agência gov)