Operação internacional derruba rede de cibercrime e quatro russos são presos

Por Redação Epoch Times Brasil
12/02/2025 14:28 Atualizado: 12/02/2025 14:28

Uma operação internacional contra o cibercrime, envolvendo autoridades de 14 países, resultou na prisão de quatro cidadãos russos suspeitos de liderar o grupo de ransomware 8Base, conforme anunciado pela Europol na terça-feira (11). 

Esses indivíduos são acusados de utilizar uma variante do ransomware Phobos para extorquir pagamentos elevados de vítimas na Europa e em outras regiões.

A ação coordenada levou à apreensão de 27 servidores associados à rede criminosa. 

Além disso, mais de 400 empresas em todo o mundo foram alertadas sobre ataques em andamento ou iminentes, graças às informações obtidas durante a operação.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos também anunciou acusações contra dois russos, Roman Berezhnoi, de 33 anos, e Egor Glebov, de 39 anos, que foram detidos no âmbito desta operação internacional. 

Outro cidadão russo, Yevgeny Ptitsyn, suspeito de ser o administrador do ransomware Phobos, foi extraditado da Coreia do Sul para os EUA em novembro de 2024 e compareceu perante um tribunal federal.

O ransomware Phobos, detectado pela primeira vez em dezembro de 2018, tem sido frequentemente utilizado em ataques contra pequenas e médias empresas que, muitas vezes, carecem de defesas robustas de cibersegurança. 

“O grupo 8Base foi particularmente agressivo nas suas táticas de dupla extorsão, não só encriptando os dados das vítimas, mas também ameaçando publicar as informações roubadas, a menos que fosse pago um resgate”, destacou a Europol.

Aproveitando a infraestrutura do Phobos, o grupo 8Base desenvolveu sua própria variante, utilizando mecanismos de criptografia e distribuição para maximizar o impacto. 

Entre maio de 2019 e outubro de 2024, esses cibercriminosos conseguiram extorquir mais de US$ 16 milhões de suas vítimas.

O que é ransomware e como funciona?

O ransomware é um ataque cibernético no qual criminosos bloqueiam o acesso a arquivos ou sistemas, criptografando os dados e exigindo um resgate para restaurá-los. 

Esse malware impede que usuários e empresas utilizem suas próprias informações, forçando-os a pagar para recuperar o controle de seus dispositivos ou redes. 

Para disseminá-lo, os cibercriminosos frequentemente recorrem a técnicas de engenharia social, como e-mails de phishing, induzindo as vítimas a baixar o software malicioso.

Uma vez instalado, o ransomware pode bloquear a tela do dispositivo ou criptografar arquivos essenciais, tornando-os inacessíveis. 

Os criminosos então exigem um pagamento, geralmente em criptomoedas, prometendo fornecer a chave de descriptografia ou desbloquear o sistema após a quitação do valor.

Para minimizar riscos, é essencial manter backups regulares dos dados, adotar soluções de segurança confiáveis e redobrar a atenção ao receber e-mails ou acessar links suspeitos, prevenindo possíveis infecções.