Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.
Líderes mundiais acolheram favoravelmente o plano dos Estados Unidos para pôr fim ao conflito em Gaza, revelado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 29 de setembro, e apoiado pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
O plano de 20 pontos, apresentado durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca com o líder israelense, propõe o fim imediato da guerra, a retirada das forças israelenses para “a linha acordada”, a libertação de todos os reféns israelenses, a libertação de prisioneiros palestinos e um grande aumento da ajuda humanitária em Gaza, desde que ambos os lados concordem.
O plano de Trump exige que o Hamas — o grupo terrorista responsável pelo ataque de 7 de outubro de 2023 a Israel, que matou cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis, e levou ao sequestro de mais de 250 israelenses — se renda e se desarme em troca do fim das hostilidades.
O Hamas está analisando o plano antes de emitir uma resposta formal, de acordo com a Associated Press.
Trump disse aos repórteres em 30 de setembro que o Hamas tem “cerca de três ou quatro dias” para responder à proposta.
“Vamos ver como fica. Todos os países árabes estão de acordo. Todos os países muçulmanos estão de acordo. Israel está de acordo”, disse ele.
“Estamos apenas aguardando o Hamas, e o Hamas vai aceitar ou não, e se não aceitar, será um final muito triste.”
Netanyahu disse que Israel “concluirá o trabalho sozinho” se o Hamas recusar a proposta. Trump prometeu total apoio dos EUA a Israel se o Hamas rejeitar o plano.
O plano especifica que a ajuda entrará em Gaza “sem interferência das duas partes, por meio das Nações Unidas e suas agências, da Cruz Vermelha e de outras instituições internacionais que não tenham qualquer vínculo com nenhuma das partes”. A passagem de Rafah seria reaberta de acordo com o mecanismo descrito no acordo de 19 de janeiro de 2025.
A estrutura de Trump estabelece ainda uma governança temporária em Gaza sob um comitê de transição formado por especialistas palestinos e internacionais, supervisionado por um novo órgão internacional chamado “Conselho da Paz”.
Presidido por Trump e incluindo figuras como o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, o conselho dirigiria a reconstrução e o financiamento até que a Autoridade Palestina concluísse as reformas necessárias para retomar o controle.
Em uma declaração conjunta, os ministros das Relações Exteriores do Catar, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Paquistão, Turquia, Arábia Saudita e Egito disseram que a iniciativa de Trump era sincera e que estavam prontos para trabalhar com Washington e outras partes interessadas para implementar o acordo.
“Os ministros acolhem com satisfação o anúncio do presidente Trump sobre sua proposta de pôr fim à guerra, reconstruir Gaza, impedir o deslocamento do povo palestino e promover uma paz abrangente, bem como seu anúncio de que não permitirá a anexação da Cisjordânia”, afirmou a declaração.
França, Reino Unido e Canadá — países que recentemente reconheceram o Estado palestino, apesar da oposição dos Estados Unidos e de Israel — elogiaram o plano.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Sir Keir Starmer, instou o Hamas a desarmar-se e libertar os reféns israelenses restantes, enfatizando que “essa é nossa principal prioridade e deve acontecer imediatamente”. Ele pediu a todas as partes que cooperem com os Estados Unidos para levar o acordo adiante.
O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que o Hamas “não tem escolha a não ser libertar imediatamente todos os reféns e seguir este plano”.
“Esses elementos devem abrir caminho para discussões aprofundadas com todos os parceiros relevantes para construir uma paz duradoura na região, com base na solução de dois Estados e nos princípios endossados por 142 Estados-membros da ONU, por iniciativa da França e da Arábia Saudita”, acrescentou.
O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, ecoou essas observações, dizendo que Ottawa “está pronta para apoiar a entrega sustentada, sem impedimentos e em grande escala de ajuda humanitária em Gaza e em toda a região”.

O chanceler alemão Friedrich Merz descreveu o plano como a melhor chance de acabar com o conflito, enquanto a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni disse que o acordo “pode representar um ponto de inflexão neste processo, permitindo uma cessação permanente das hostilidades”. ”
Os líderes da UE também expressaram forte apoio. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a UE está pronta para contribuir.
“A solução de dois Estados continua sendo o único caminho viável para uma paz justa e duradoura no Oriente Médio, com os povos israelense e palestino vivendo lado a lado, em paz e segurança, livres da violência e do terrorismo”, acrescentou ela.
A Autoridade Palestina sinalizou disposição para implementar reformas e retornar a Gaza, potencialmente abrindo caminho para a criação de um Estado.
“O Estado da Palestina saúda os esforços sinceros e determinados do presidente Donald J. Trump para acabar com a guerra em Gaza e afirma sua confiança em sua capacidade de encontrar um caminho para a paz”, afirmou.
“Afirmamos nosso desejo de um Estado palestino moderno, democrático e não militarizado, comprometido com o pluralismo e a transferência pacífica do poder.”
O Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas, afirmou em 29 de setembro que o número total de mortos no conflito desde o ataque de 7 de outubro subiu para mais de 66.055.
Esse número não distingue entre combatentes e civis e inclui algumas mortes por causas naturais. O Epoch Times não pode confirmar os números.



