A Justiça da Rússia investiga se um mercenário brasileiro, identificado pela página Foreign Combatants como Lukas Ribeiro de Jesus, cometeu ato terrorista durante a guerra na Ucrânia. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (18) pelo Comitê de Investigação russo.
Lukas chamou a atenção das autoridades russas após comentar, em uma transmissão no TikTok, que torturou e matou pai e filho, ambos soldados do Exército Russo, durante o conflito em curso.
Na live, o brasileiro não poupou ao revelar os detalhes de seu ato. Ele afirmou ter usado uma katana (espada tradicional japonesa) para degolar um dos militares e cortar a orelha do outro, que guardou em um saco plástico. No vídeo, Lukas ainda exibe registros de como a ação ocorreu.
O mercenário contou que guardou os capacetes dos militares mortos como um “troféu” e os trouxe para o Brasil durante as férias.
Os crimes de guerra pelos quais Lukas é alvo ocorreram em Kurst, região russa ocupada por tropas ucranianas.
“Ele e outros mercenários, agindo em conjunto com representantes das forças armadas da Ucrânia, cruzaram ilegalmente a fronteira estatal da Federação Russa em Setembro de 2024 e invadiram o território da região de Kursk”, afirmou o Comitê russo. “Após a invasão, Ribeiro de Jesus torturou dois soldados russos e depois os matou.”
Até o momento, o paradeiro do brasileiro é desconhecido, assim como sua situação no front de batalha. De acordo com vídeos que circulam nas redes sociais, o mercenário parece ter retornado do conflito.



