Hoje na história: um giro nos acontecimentos pelo mundo

Confira os principais acontecimentos no mundo no dia de hoje, 10 de abril de 2025.

Por Redação Epoch Times Brasil
10/04/2025 21:46 Atualizado: 10/04/2025 21:46

E em mais um dia continuamos falando sobre tarifas, mas dessa vez, com boas notícias. A União Europeia interrompeu por 90 dias suas contra-medidas aos EUA após Donald Trump anunciar que daria uma pausa nas tarifas para negociar com os países do bloco europeu. Ursula von der Leyen, que é presidente da Comissão Europeia, disse que a medida vai dar espaço para negociações tranquilas.

O conselheiro econômico dos EUA, Kevin Hassett, disse que mais de 15 países já apresentaram propostas de acordos.

Diversas bolsas do mundo também receberam a notícia aliviadas e isso causou altas nas principais bolsas no fim da quarta-feira (9).

O gráfico mostra a grande queda quando foi anunciado as tarifas no dia 2 de abril de 2025 e a alta após Trump anunciar a pausa temporária no dia 9 de abril de 2025. (Gráfico por Matheus de Andrade/Epoch Times Brasil/TradingView)

Austrália rejeita China

A Austrália também reagiu ao anúncio de Trump e recusou fazer aliança com a China para resistir aos EUA. Segundo o primeiro-ministro Anthony Albanese, o país não aceita “unir forças” com o regime chinês e “fala por si mesmo”.

O primeiro-ministro australiano Anthony Albanese (esq.) e o primeiro-ministro do PCCh Li Qiang saem após sua visita ao mirante Kaarta Gar-up no Kings Park em Perth, Austrália, em 18 de junho de 2024. (Richard Wainwright/Pool/AFP via Getty Images)

O embaixador da China na Austrália, Xiao Qian, disse que a chamada resistência conjunta seria “a única maneira” de impedir o “comportamento hegemônico e de bullying dos EUA” em um artigo de opinião publicado hoje.

Enquanto a China enfrenta desde quarta-feira (9) tarifas de 145%, 20% a mais do que anunciado primeiramente por Trump, a Austrália está atualmente com 10% e já está negociando com os EUA.

China censura termos relacionados às tarifas

A China, por sua vez, reagiu à escalada e manteve o discurso, dizendo que não aceitaria pressões ou ameaças. 

Já o regime chinês censurou termos relacionados a tarifas nas redes sociais. Palavras como “tarifa” e “104%” e até mesmo o número “104” foram censuradas no Weibo e Wechat, redes sociais parecidas com o Facebook e o X controladas pelo Partido Comunista Chinês.

Enquanto isso, hashtags irônicas contra os EUA foram destacadas pela mídia estatal. Postagens de empresas chinesas relatando prejuízos também foram removidas por “violar regulamentos”.

Imagem ilustrativa mostrando o logotipo do aplicativo chinês de mensagens instantâneas, WeChat, na tela de um tablet, em 24 de julho de 2019 (Martin Bureau / AFP / Getty Images)
Imagem ilustrativa mostrando o logotipo do aplicativo chinês de mensagens instantâneas, WeChat, na tela de um tablet, em 24 de julho de 2019 (Martin Bureau / AFP / Getty Images)

Segundo a Reuters, as medidas também afetaram vendedores chineses na Amazon planejam aumentar preços ou sair dos eua.

A China também retaliou proibindo a entrada de filmes de Hollywood no país. No ano de 2024, os filmes americanos renderam US$ 585 milhões nas bilheterias chinesas.

Estados Unidos se aproximando da Rússia?

E se os americanos se afastam dos chineses, eles parecem estar se aproximando mais dos russos. Os EUA se reuniram com a Rússia hoje em Istambul, na Turquia, para tratar da normalização das operações diplomáticas entre os dois países.

O presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente dos EUA, Donald Trump, conversam durante uma reunião bilateral na cúpula dos líderes do G20 em Osaka, Japão, em 28 de junho de 2019. (Kevin Lamarque/Reuters)

A reunião foi conduzida pelo novo embaixador russo em Washington, Alexander Darchiev, e pela secretária assistente adjunta de Estado dos EUA, Sonata Coulter.

Entre os pontos que foram discutidos estão dificuldades para obter credenciais diplomáticas, restrições de movimentações e o bloqueio de imóveis diplomáticos, como consulados e residências oficiais em território americano.

FBI pode estar envolvido em protestos de 6 de janeiro no Capitólio

Ainda nos Estados Unidos, o governo também anunciou ontem de noite que o serviço de inteligência investiga se o FBI teve algum envolvimento nos protestos no Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

Um relatório do Departamento de Justiça já havia negado envolvimento direto do FBI, mas confirmou que 26 informantes estavam em Washington naquele dia.

Kennedy dá prazo para fim de corantes em alimentos

Também houve atualizações nos programas de saúde. O secretário de Saúde, Robert Kennedy, deu um prazo de dois anos para que grandes empresas alimentícias removam corantes artificiais de seus produtos.

Robert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde e Serviços Humanos, é visto durante uma reunião com o senador John Cornyn, republicano do Texas, no Capitólio, em Washington, em 9 de janeiro de 2025 (Foto: Allison Robbert/AFP)

Ele também criticou a indústria por utilizar substâncias banidas na europa e disse que o padrão de segurança alimentar americano está capturado pela indústria alimentícia.

Os anúncios ocorreram logo após Kennedy também dizer que vai pedir ao Centro de Controle e Doenças deixar de recomendar o uso de flúor na água. 

Fraudes no sistema de seguro-desemprego dos EUA

O Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês) de Elon Musk, encontrou dados que mostravam fraudes graves em benefícios de seguro-desemprego: milhares de pagamentos foram feitos a pessoas com datas de nascimento impossíveis.

Segundo o DOGE, 24,5 mil pessoas com mais de 115 anos teriam recebido us$ 59 milhões. outras 28 mil entre 1 e 5 anos teriam ganho us$ 254 milhões, enquanto 9,7 mil com datas de nascimento futuras levaram us$ 69 milhões. um caso envolve alguém “nascido” em 2154 que teria sacado us$ 41 mil.

Russia e China respondem Zelensky

Já na Europa, Zelensky, presidente da Ucrânia, disse que a Rússia está recrutando cidadãos chineses para lutar na guerra. Segundo ele, mais de 150 cidadãos chineses foram identificados na linha de frente, incluindo dois capturados em Donetsk.

O presidente ucraniano ainda acusou Moscou de tentar prolongar o conflito e afirmou que Pequim sabe do recrutamento, que acontece via redes sociais.

A China negou envolvimento, mesmo assim, a Ucrânia diz ter dados de 168 chineses alistados pelos russos.

O Kremlin também negou que a China esteja sendo envolvida na guerra na Ucrânia. Segundo a Rússia, Pequim mantém uma “posição equilibrada” e não participa dos conflitos.

Moscou e Pequim mantêm uma parceria “sem limites” desde antes do início da invasão russa em 2022.

O líder chinês Xi Jinping (Esquerda) aperta a mão do presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante a cerimônia de abertura do terceiro Fórum do Cinturão e Rota para Cooperação Internacional no Grande Salão do Povo em Pequim, em 18 de outubro de 2023 (Pedro Pardo/AFP via Imagens Getty)

O regime chinês também reagiu nesta quinta-feira às falas de Zelensky, pedindo que o que chamou de “declarações irresponsáveis” sejam evitadas. O Ministério das Relações Exteriores reafirmou que a China “não é parte” do conflito e afirma que defende uma solução pacífica.

Hezbollah continua falando sobre desarmamento

No Oriente Médio, o Hezbollah, logo após dizer que poderia se desarmar, afirma estar pronto para discutir uma estratégia de defesa nacional com o governo do Líbano, já que entregaria suas armas.

O presidente libanês já afirmou que planeja iniciar diálogos com o hezbollah sobre o arsenal do grupo.

O Hezbollah possuía cerca de 150 mil mísseis antes do último conflito contra Israel e justificou seu armamento como necessário para defesa contra ameaças.

Israel critica intenção de França de reconhecer Estado palestino

Israel também criticou duramente a possibilidade de a França reconhecer um Estado palestino ainda este ano. Segundo Israel, a decisão seria uma “recompensa ao terrorismo” e fortaleceria o Hamas.

Macron disse que o reconhecimento pode acontecer em junho, durante uma conferência da ONU. O presidente francês defende que a medida serviria à segurança regional e também seria uma resposta a grupos que negam a existência de Israel.

O dia de hoje na história

1606 — Criada a Virginia Company of London
Em 10 de abril de 1606, o rei Jaime VI da Escócia e I da Inglaterra concedeu uma carta real estabelecendo a Virginia Company of London. A empresa recebeu autorização para fundar colônias na América do Norte, com o objetivo de expandir os interesses britânicos no continente e explorar recursos naturais.

Jaime VI da Escócia e I de Inglaterra. (Domínio público)

A Virginia Company era uma sociedade por ações financiada por investidores privados. Seu plano era colonizar uma região então chamada de “Virgínia”, em homenagem à rainha Elizabeth I. A empresa visava também difundir o cristianismo anglicano entre os povos nativos e competir com a expansão espanhola.

Em 1607, a companhia estabeleceu Jamestown, o primeiro assentamento inglês permanente na América do Norte. Apesar das dificuldades iniciais, a colônia sobreviveu e lançou as bases para a presença britânica que daria origem aos futuros Estados Unidos.

1710 — Entra em vigor o Estatuto da Rainha Ana
Em 10 de abril de 1710, entrou em vigor na Grã-Bretanha o Estatuto da Rainha Ana, considerada a primeira legislação moderna de direitos autorais. A nova lei reconheceu o direito dos autores sobre suas obras e estabeleceu regras para publicação e reprodução.

Estátua de Ana em frente da Catedral de São Paulo, Londres. Erguida por Francis Bird em 1712. (Foto por Christoph Braun)

Até então, a impressão de livros era controlada por privilégios reais ou corporativos, o que limitava o acesso do público e restringia os autores. O estatuto concedia direitos de exclusividade por 14 anos, prorrogáveis por mais 14 caso o autor ainda estivesse vivo.

O Estatuto da Rainha Ana lançou as bases para as leis de direitos autorais modernas, equilibrando os interesses dos criadores com o acesso público ao conhecimento. Tornou-se um marco na história da proteção intelectual no mundo ocidental.

1821 — Enforcamento do patriarca Gregório V de Constantinopla
Em 10 de abril de 1821, o patriarca ecumênico Gregório V de Constantinopla foi enforcado pelo governo otomano. A execução ocorreu no portão principal do Patriarcado Ortodoxo, em Istambul, como represália ao levante grego pela independência.

Execução de Gregório V. (Domínio público)

Embora Gregório tivesse condenado publicamente a revolta para proteger sua comunidade, o sultão o responsabilizou pela insurreição. Após ser enforcado, seu corpo foi deixado pendurado por dias e posteriormente lançado ao Bósforo, gerando grande comoção entre os ortodoxos.

O ato brutal tornou Gregório um mártir da independência grega e fortaleceu o nacionalismo helênico. Anos depois, seus restos mortais foram transferidos para a Grécia, onde ele é reverenciado como herói e santo pela Igreja Ortodoxa.

1864 — Maximiliano de Habsburgo é proclamado imperador do México
Em 10 de abril de 1864, o arquiduque austríaco Maximiliano de Habsburgo foi oficialmente proclamado imperador do México, com o apoio da França e de monarquistas mexicanos. A medida fazia parte da intervenção francesa no país, liderada por Napoleão III.

Foto feita por Andrew Burgess de Maximiliano de Habsburgo. (Domínio público)

Maximiliano aceitou a coroa sob a promessa de apoio popular e da elite conservadora mexicana, mas encontrou um cenário político instável e crescente resistência republicana. Seu governo tentou conciliar ideais liberais com o autoritarismo imperial, o que desagradou ambos os lados.

Com a retirada das tropas francesas e o avanço das forças republicanas de Benito Juárez, Maximiliano foi capturado em 1867 e executado por um pelotão de fuzilamento. Sua breve monarquia terminou de forma trágica, tornando-se símbolo das tensões entre imperialismo europeu e soberania latino-americana.

1865 — Robert E. Lee faz discurso de despedida a suas tropas
Em 10 de abril de 1865, um dia após assinar a rendição ao general Ulysses S. Grant, o comandante confederado Robert E. Lee dirigiu-se pela última vez ao Exército da Virgínia do Norte. O discurso marcou o fim simbólico da luta sulista na Guerra Civil Americana.

O general Robert E. Lee se rende em Appomattox Court House em 1865. (Domínio público)

Na mensagem, Lee expressou gratidão por seus soldados, elogiando sua bravura e sacrifício. Pediu que todos aceitassem a derrota com dignidade e voltassem para suas casas com espírito de reconciliação, encerrando o conflito sem alimentar mais violência.

O pronunciamento é lembrado como um gesto de honra militar e início do processo de reconstrução nacional. Com a queda do último grande exército confederado, a guerra se aproximava de seu fim definitivo, selando a vitória da União e o caminho para a abolição da escravidão.