Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.
Um empresário chinês que já foi funcionário da Embaixada da China em Tóquio foi preso no Japão por supostamente fraudar os fundos de ajuda do governo japonês para a COVID-19.
Xu Yaohua, 62 anos, foi secretário da Embaixada da China no Japão na década de 1980 e, desde então, dirige um grupo de restaurantes locais.
O Departamento de Segurança Pública do Departamento de Polícia Metropolitana de Tóquio confirmou ao Epoch Times em 9 de fevereiro que prendeu Xu e um funcionário de 28 anos, Keita Kojima.
Os investigadores locais fizeram buscas em cerca de 20 locais, incluindo o escritório do grupo de restaurantes e a casa de Xu.
De acordo com a polícia, Xu e Kojima supostamente enviaram 13 pedidos falsos de subsídios do governo japonês para conseguir auxílios na época do COVID-19 para indivíduos forçados a se afastar do trabalho devido à pandemia. Na realidade, a polícia disse que as empresas não haviam fechado.
A dupla supostamente apresentou as solicitações de novembro de 2020 a julho de 2022 e obteve cerca de 3,75 milhões de ienes (cerca de US$ 24.700), que foram depositados em 13 parcelas nas contas bancárias de Kojima.
Xu se formou em uma universidade na cidade de Wuhan, no centro da China, e trabalhou na Embaixada da China no Japão de 1986 a 1989. Após esse período, ele permaneceu no Japão e abriu uma empresa de alimentos.
Até pelo menos 2023, Xu foi o diretor da Câmara de Comércio de Hubei, no Japão, que tem relações estreitas com autoridades chinesas, de acordo com relatos da mídia chinesa. Ela organizou viagens para os membros à Província de Hubei e recebeu várias autoridades municipais e provinciais chinesas no Japão, segundo a mídia chinesa.
Xu foi destaque na mídia estatal chinesa em 2020 por liderar a câmara no envio de máscaras médicas para Wuhan logo depois que a cidade foi bloqueada por causa da pandemia. Ele foi homenageado como um dos 100 empresários de destaque de Hubei em 2021, informou a mídia chinesa.
Um dos restaurantes de Xu, o Gozenbo, fica a apenas algumas quadras da embaixada chinesa no Japão.
Em fevereiro do ano passado, a polícia japonesa também prendeu duas mulheres chinesas por fraude de auxílio à COVID-19. As duas estavam envolvidas em uma filial japonesa de uma associação chinesa para pessoas de Fuzhou, a capital da província de Fujian, no sudeste da China. O prédio onde a associação está localizada foi invadido em maio de 2023, depois que as autoridades o identificaram como uma delegacia de polícia chinesa ilegal no exterior. Uma das mulheres também trabalhou como secretária de um parlamentar japonês.



