Confira os alguns dos principais acontecimentos no mundo hoje, 29 de abril:
Rússia espera resposta da Ucrânia sobre cessar-fogo temporário
A Rússia declarou que ainda não recebeu resposta da Ucrânia sobre a proposta de cessar-fogo entre 8 e 10 de maio e a oferta de negociações diretas. O Kremlin afirmou que o presidente Vladimir Putin está disposto a dialogar “sem pré-condições”, mas Kiev segue em silêncio.
A trégua coincide com os 80 anos da vitória soviética na Segunda Guerra.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, questionou a proposta e defendeu uma trégua imediata e mais longa: “Valorizamos vidas, não desfiles”.
Moscou considera “difícil entender” se a Ucrânia aceitará o cessar-fogo proposto.

Ainda sim, a Rússia lançou drones e bombas contra áreas civis na Ucrânia, matando uma menina de 12 anos e ferindo outras três pessoas. Os ataques atingiram Kharkiv, Kyiv e Dnipropetrovsk, em mais uma noite de ofensiva intensa.
Liberais vencem no Canadá
E no Canadá, Mark Carney venceu a eleição e garantiu a permanência dos liberais no poder. O líder conservador Pierre Poilievre perdeu até mesmo sua cadeira no Parlamento. A retórica considerada pelos canadenses como agressiva de Donald Trump, com tarifas e ameaças de anexação, ajudou a virar o jogo a favor dos liberais.
Em discurso de vitória, Carney disse que o Canadá não será “quebrado” pelos EUA e prometeu defender a soberania nacional. O resultado ainda depende da contagem final para saber se os liberais terão maioria.

Poilievre disse que vai continuar lutando, mesmo derrotado.
100 dias de Donald Trump na presidência dos EUA
Enquanto o novo presidente canadense é eleito, o presidente americano Donald Trump completa 100 dias de novo mandato nos EUA, marcados por medidas discutidas e promessas ainda em andamento. Ele baixou ordens executivas sobre energia, imigração e universidades, mas enfrenta críticas e ações na Justiça.
O presidente americano impôs tarifas amplas, deportou milhares de imigrantes e perdoou envolvidos no ataque ao Capitólio. No entanto, a inflação pode subir com as novas taxas, e cortes de impostos ainda não saíram do papel.
Trump também tenta reverter políticas ambientais e de diversidade, enquanto Elon Musk lidera um esforço para reduzir o tamanho do governo.

BRICS preparam resposta contra Trump
Já no Rio de Janeiro, Brasil, chanceleres dos países do BRICS se reuniram na segunda-feira (28), no Rio de Janeiro, para coordenar uma resposta comum às tarifas comerciais impostas por Trump. A expectativa é de que publiquem uma declaração criticando as medidas e reafirmando a importância do multilateralismo nas negociações comerciais.

A China, atingida por tarifas de até 145%, pediu uma posição mais dura, mas o tom final deve ser crítico sem confronto direto.
Além da questão comercial, o grupo discutiu uma posição conjunta sobre financiamento climático para a COP30, que será realizada no Brasil.
Investigações sobre blackout na Península Ibérica continuam
Na Europa, as causas do blecaute que parou Espanha e Portugal continuam desconhecidas. Autoridades descartaram ataque cibernético, sabotagem ou fenômenos climáticos. Na segunda-feira, em poucos segundos, a Espanha perdeu 60% da energia, afetando aeroportos, metrôs, trens e comunicações.
Especialistas detectaram duas falhas graves no sistema elétrico, mas ainda não sabem por que ocorreram. O governo espanhol prometeu apuração rigorosa e medidas para evitar novos episódios. Foi um dos piores apagões já registrados na Europa.

Hoje a energia já foi quase toda restabelecida, mas os impactos seguiam. Trens atrasaram e estações viraram abrigos.
Perseguição em Hong Kong
E finalizando com a Ásia. Quatro ex-parlamentares de Hong Kong foram libertados na terça após mais de quatro anos presos sob a lei de segurança nacional imposta por Pequim. Claudia Mo, Jeremy Tam, Kwok Ka-ki e Gary Fan estavam entre os 47 ativistas condenados por subversão, após organizarem uma eleição primária informal em 2020.
Eles foram os primeiros a deixar a prisão, em meio a forte esquema de segurança. As famílias celebraram o reencontro, mas os libertados não fizeram declarações públicas.
Críticos do regime comunista chinês dizem que o caso simboliza o fim das liberdades civis em Hong Kong, duramente afetadas após os protestos de 2019.




