Coordenador do partido da líder opositora María Corina Machado é detido na Venezuela

Por Agência de Notícias
20/03/2024 22:04 Atualizado: 20/03/2024 22:04

O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, informou nesta quarta-feira a prisão de Henry Alviárez, coordenador nacional do Vente Venezuela (VV), o partido da líder opositora María Corina Machado, por falsas acusações do regime de envolvimento em planos violentos relacionados às eleições presidenciais de 28 de julho.

Além de Alviárez, a polícia prendeu a ex-deputada Dignora Hernández, também membro do VV, por planejar “ações violentas” para “forçar” o registro da candidatura de Machado, que foi eleita em primárias como representante da principal coalizão de oposição, mas está inelegível devido a uma sanção da Controladoria.

Sem explicar as acusações contra essas duas pessoas, Saab disse que ambas foram capturadas “por causa do que confessou Emil Brandt”, um chefe regional do comando da campanha de Machado, que foi preso no início de março por ter sido “incriminado” em planos “violentos” e “terroristas” contra o governo.

Em uma aparição na televisão, o procurador mostrou um vídeo da confissão de Brandt, no qual ele fala de planos para gerar “distúrbios”, em coordenação com alguns desertores militares no exterior, para “subverter o Estado, gerando ações desestabilizadoras”.

Sete líderes do VV foram presos nos últimos dois meses, enquanto o Ministério Público anunciou nesta quarta-feira que mais sete pessoas próximas a Machado foram presas, incluindo sua chefe de comunicação, Claudia Macero, o ex-congressista Omar González Moreno e Magaly Meda, gerente da campanha antichavista.

De acordo com as falsas narrativas do regime, os opositores estavam planejando “ataques a instalações militares”, assim como “manifestações e violência nas ruas” antes das eleições de julho, nas quais o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, buscará um terceiro mandato consecutivo de seis anos no poder.

Apesar da inelegibilidade, Machado insiste que tentará registrar sua candidatura, apoiada pela maioria da oposição, entre 21 e 25 de março, prazo estabelecido pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para essa tarefa.