Sob a presidência do Brasil, o BRICS anunciou, nesta sexta-feira (17), a inclusão de nove novos países, entre eles Cuba, sob regime de Miguel Díaz-Canel.
Esses países passam a integrar o bloco como parceiros, com status inferior aos membros plenos, mas terão acesso a eventos estratégicos, como as cúpulas e reuniões de ministros, sinalizando uma mudança importante na dinâmica do grupo.
Além de Cuba, a Bolívia, Belarus, Nigéria, Cazaquistão, Malásia, Tailândia, Uganda e Uzbequistão agora fazem parte da aliança, ampliando a influência geopolítica do BRICS.
A decisão de expansão passou a ser debatida ao longo de 2023, após a posse de Luiz Inácio Lula da Silva, quando o grupo começou a explorar novas possibilidades de crescimento.
Com a presidência do Brasil iniciada em 1º de janeiro de 2025, o governo delineou cinco prioridades para o ano, com o objetivo de consolidar o bloco e enfrentar desafios globais:
- 1 – Fortalecimento institucional do BRICS
- 2 – Estímulo à cooperação entre países do Sul Global
- 3 – Aprimoramento das estruturas de financiamento para combater as mudanças climáticas
- 4 – Criação de novos meios de pagamento para facilitar o comércio e os investimentos entre os membros
- 5 – Promoção de uma governança “inclusiva e responsável” da Inteligência Artificial
A introdução da categoria de “país parceiro” abre portas para a participação desses países em eventos-chave do BRICS, como a Cúpula e as reuniões dos Ministros das Relações Exteriores.
Além disso, terão voz em outras discussões importantes, podendo até endossar documentos fundamentais, como as Declarações de Cúpula e os comunicados conjuntos dos ministros.
O processo de adesão de um novo parceiro no BRICS ocorre de forma gradual. Inicialmente, são realizadas consultas informais, nas quais a presidência do bloco avalia critérios como o equilíbrio geográfico e as boas relações diplomáticas com todos os membros.
Após essa fase, os líderes do BRICS tomam uma decisão conjunta, com base no consenso entre as partes. O nome dos novos parceiros é divulgado conforme cada país formaliza sua adesão.



