Em uma entrevista transmitida ao vivo de Doha, no Catar, nesta quinta-feira (16), o chefe interino do Hamas, Khalil al-Hayya, celebrou o acordo de cessar-fogo entre o grupo terrorista e Israel. Ele classificou como uma “vitória histórica” para a Palestina e um revés significativo para os israelenses.
O terrorista afirmou que a trégua negociada marca um ponto de inflexão crucial na luta contra o “inimigo” israelense e representa um avanço para a “libertação palestina”.
Al-Hayya reforçou que, apesar do acordo, o Hamas continua firme em sua missão de destruir Israel e deixou claro que Jerusalém permanece como o “norte” das suas ações, sendo o objetivo central do movimento.
“Ele [o cessar-fogo] marca um ponto de virada crucial na luta contra o inimigo”, afirmou ao destacar o crescente apoio de aliados regionais. Segundo al-Hayya, as ações de grupos terroristas como o Hezbollah e os houthis contribuem para o fortalecimento da luta contra Israel.
O líder do Hamas também ressaltou o apoio “fundamental” do Irã a esses movimentos.
Em seu discurso, al-Hayya não escondeu o orgulho pelo ataque terrorista de 7 de outubro de 2023, um dos episódios mais devastadores contra Israel desde o Holocausto.
O atentado que resultou na morte de mais de 1.200 israelenses, incluindo bebês, e no sequestro de mais de 250 civis, foi considerado pelo Hamas uma grande “vitória militar”.
“Esse evento será lembrado por gerações, uma lição para a ocupação”, afirmou al-Hayya, exaltando a brutalidade da ação como uma demonstração do poder.
O acordo de cessar-fogo, que deve ser votado pelo governo de Israel nesta sexta-feira (17), promete uma pausa nas hostilidades, mas os objetivos do Hamas permanecem inalterados.
Al-Hayya foi enfático ao afirmar que a luta pela destruição de Israel e pela retoma de Jerusalém é central para o movimento.
“Nosso povo expulsará a ocupação de nossa terra e de Jerusalém o mais rápido possível”, declarou.
Durante as seis semanas iniciais do acordo, caso seja bem sucedido, o Hamas se compromete a libertar 33 reféns israelenses, priorizando mulheres – civis e militares –, crianças e homens com idade superior a 50 anos.
Em troca, Israel realizará a soltura de mulheres e menores palestinos de até 19 anos que estejam detidos em suas prisões.
O número de libertados nesta fase poderá variar entre 990 e 1.650 pessoas, dependendo da quantidade de reféns israelenses liberados pelos terroristas.



