8 mortos e 14 feridos enquanto Rússia lança invasão em larga escala da Ucrânia

Rússia afirmou que seus militares estão atacando a infraestrutura militar da Ucrânia

24/02/2022 10:45 Atualizado: 24/02/2022 10:45

Por Isabel Van Brugen 

Os ataques de Moscou contra unidades militares na Ucrânia mataram pelo menos oito pessoas e feriram outras 14, afirmou o Ministério de Assuntos Internos da Ucrânia, na manhã desta quinta-feira.

Logo após o presidente russo, Vladimir Putin anunciar uma “operação militar especial” na Ucrânia, na quinta-feira, explosões foram relatadas em todo o país, inclusive na capital da Ucrânia, Kiev, bem como em outras cidades, incluindo Kharkiv, Mariupol e Odessa.

O Ministério de Assuntos Internos da Ucrânia afirmou em um comunicado na quinta-feira que seis pessoas foram mortas e sete ficaram feridas em um bombardeio na cidade de Podolsk, na província de Odessa, observando que 19 pessoas ainda estão desaparecidas.

O morador local de Odessa, Farid Agayev, relatou ao Epoch Times que sua família foi acordada por volta das 5 da manhã, horário local, com o som de uma explosão e alarmes de carro disparando.

Outra pessoa foi morta e outras duas ficaram feridas durante o bombardeio na cidade de Mariupol, na região de Donetsk, afirmou o ministério.

E na vila de Berda, no distrito de Berdyansk, uma pessoa foi morta e outras cinco ficaram feridas após uma unidade militar de defesa aérea ter sido atacada nas primeiras horas da manhã de quinta-feira, confirmaram as autoridades.

A Rússia divulgou um comunicado afirmando que seus militares estão atacando a infraestrutura militar da Ucrânia.

“Nada está ameaçando a população civil da Ucrânia”, declarou o comunicado.

O Comando das Forças Conjuntas da Ucrânia afirmou na quinta-feira que pelo menos cinco aeronaves russas e um helicóptero foram abatidos.

“Em 24 de fevereiro, 5 aeronaves e um helicóptero agressor foram abatidos perto da área das Forças Conjuntas”, relatou o comando no Facebook.

“As Forças Conjuntas dão uma rejeição digna às forças armadas da Federação Russa”, declarou um comunicado.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, impôs a lei marcial nacional na manhã de quinta-feira, afirmando que a Rússia tinha como alvo a infraestrutura militar da Ucrânia.

“A Rússia atacou nossa infraestrutura militar e nossos guardas de fronteira”, relatou Zelensky. “Explosões foram ouvidas em muitas cidades da Ucrânia”.

Zelensky pediu aos civis que fiquem em casa sempre que possível. Um dia antes, a Ucrânia impôs um estado de emergência nacional com duração de 30 dias e pediu aos cidadãos russos que saíssem imediatamente.

Declarar a lei marcial impôs restrições mais duras do que um estado de emergência e poderia incluir proibições de reuniões, movimentos e partidos políticos.

Putin afirmou que sua “operação especial” busca “proteger civis e desmilitarizar a Ucrânia” e é uma resposta às ameaças vindas da Ucrânia.

Ele afirma que a Rússia não planeja ocupar a Ucrânia e que os militares ucranianos deveriam “depor imediatamente suas armas”.

Putin também disse que qualquer tentativa estrangeira de interferir na ação da Rússia desencadeará uma reação imediata da Rússia e levará a “consequências que eles não viram antes”.

Zelensky orientou o chefe das forças armadas da Ucrânia, major-general Valeriy Zaluzhny, a “infligir penas máximas contra o agressor”, segundo a AFP.

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