Trump entra com processo de difamação de US$ 15 bilhões contra o New York Times

O presidente Donald Trump disse que o New York Times publicou conteúdo com "malícia real, calculada para infligir o máximo de dano" a ele.

Por Aldgra Fredly
16/09/2025 14:29 Atualizado: 16/09/2025 14:29
Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.

O presidente Donald Trump entrou com uma ação judicial de US$ 15 bilhões contra o New York Times e seus repórteres em 15 de setembro, acusando o jornal de difamação.

Trump entrou com a ação no Tribunal Distrital dos Estados Unidos na Flórida por causa de artigos e um livro escritos por dois repórteres do New York Times publicados durante o auge das eleições de 2024, alegando que eles foram elaborados com “malícia real, calculada para infligir o máximo dano” a ele.

“Os réus publicaram maliciosamente o livro e os artigos sabendo que essas publicações estavam repletas de distorções repugnantes e invenções sobre o presidente Trump”, afirma a ação judicial.

A ação judicial também citou a editora Penguin Random House como uma das rés.

O New York Times e a Penguin Random House não responderam a um pedido de comentário até o momento da publicação.

Trump anunciou a ação judicial em uma postagem no Truth Social, dizendo que o New York Times havia se tornado “um porta-voz virtual do Partido Democrata de esquerda radical”, citando seu apoio à então candidata democrata à presidência e vice-presidente Kamala Harris.

“O apoio deles a Kamala Harris foi colocado bem no centro da primeira página do New York Times, algo até então INÉDITO”, afirmou.

Trump acusou o New York Times de espalhar mentiras sobre ele, sua família, seus negócios, o movimento America First (Primeiro a América), o MAGA (Make America Great Again, Faça a América Grande Novamente, na tradução) e a nação como um todo.

“O New York Times tem sido autorizado a mentir, difamar e caluniar-me livremente por muito tempo, e isso vai parar AGORA”, afirmou o presidente em sua postagem.

Em sua postagem, Trump também mencionou processos judiciais anteriores que moveu contra a ABC News e o âncora George Stephanopoulos, e outro contra a Paramount e a CBS. Ambos os casos foram resolvidos por “valores recordes”, disse ele.

O primeiro caso decorreu das alegações de Trump de que Stephanopoulos o difamou ao afirmar, durante uma entrevista, que um júri federal considerou Trump culpado por estupro.

A ABC News e Stephanopoulos concordaram posteriormente com um acordo, que incluiu uma contribuição de caridade de US$ 15 milhões, US$ 1 milhão para os honorários advocatícios de Trump e um pedido formal de desculpas.

No segundo caso, Trump moveu uma ação judicial contra a Paramount — empresa controladora de grandes redes de televisão, como CBS, MTV, Nickelodeon e outras — por causa da entrevista da CBS no programa “60 Minutes” com Harris antes da eleição presidencial de 2024.

A ação judicial de Trump alegava que a CBS editou a entrevista para beneficiar Harris na eleição.

Trump anunciou em julho que a Paramount havia pago US$ 16 milhões para resolver a ação judicial, acrescentando que esperava outros US$ 20 milhões dos “novos proprietários” da empresa, que, segundo ele, viriam na forma de “publicidade, anúncios de utilidade pública ou programação semelhante”.