O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (9) que ordenou ao Departamento do Tesouro a interrupção da fabricação da moeda de um centavo, o “penny”.
A decisão foi anunciada por Trump em sua conta na Truth Social, após assistir ao primeiro tempo do Super Bowl em New Orleans, como parte de um conjunto de medidas para reduzir os gastos públicos.
Trump argumentou que a manutenção da moeda representa um desperdício, já que o custo de produção supera seu valor nominal.
“Por muito tempo os Estados Unidos cunharam centavos que literalmente nos custaram mais de 2 centavos. Isso é um desperdício!”, escreveu o presidente, destacando que já instruiu o Secretário do Tesouro a encerrar a cunhagem.
Embora o tema não tenha sido abordado durante sua campanha, a discussão sobre a viabilidade do penny ganhou força no último mês, após o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), liderado por Elon Musk, divulgar um estudo revelando que o custo para cunhar cada moeda ultrapassa três centavos.
Segundo o relatório, só em 2023, a produção do penny gerou um gasto de aproximadamente US$ 179 milhões aos cofres públicos. No mesmo ano, a Casa da Moeda dos EUA fabricou cerca de 4,5 bilhões dessas moedas.
A discussão sobre o futuro do penny não é nova. Ao longo dos anos, parlamentares e economistas propuseram o fim da sua produção, mas sem avanço significativo.
Outros países, como Canadá, Austrália e Nova Zelândia, já retiraram suas moedas de menor denominação de circulação, adotando sistemas de arredondamento para facilitar as transações.
Apesar dos argumentos econômicos, a decisão enfrenta resistência de setores ligados à indústria do zinco e de grupos que consideram a moeda um símbolo cultural e histórico.
Além disso, há preocupações sobre possíveis impactos na precificação de produtos e serviços.
Para que a medida entre em vigor, será necessária a aprovação do Congresso, onde propostas semelhantes enfrentaram resistência no passado.



