Trump defende conselheiro de segurança nacional Waltz após vazamento de sinal

O presidente dos EUA também pareceu confirmar que o assessor adicionou Jeffrey Goldberg, do The Atlantic, ao bate-papo.

Por Jack Phillips
25/03/2025 19:29 Atualizado: 25/03/2025 19:29
Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.

O presidente americano Donald Trump defendeu, na terça-feira (25), o conselheiro de segurança nacional Mike Waltz depois que o editor-chefe da The Atlantic, Jeffrey Goldberg, foi adicionado a um bate-papo no Signal com outros altos funcionários do governo.

Trump afirmou que ainda apoia Waltz, um ex-congressista republicano, enquanto alguns democratas da Câmara sugeriram que funcionários do governo fossem demitidos por causa do incidente.

Em resposta a perguntas sobre o status de Waltz dentro da Casa Branca, Trump disse à NBC News em uma entrevista por telefone na terça-feira (25) que “Michael Waltz aprendeu uma lição e ele é um bom homem”, acrescentando que a presença de Goldberg no bate-papo não teve “nenhum impacto”.

Quando perguntado sobre como Goldberg foi adicionado ao chat, Trump respondeu: “Era uma das pessoas de Michael no telefone. Um funcionário tinha o número dele lá.”

Trump declarou estar confiante em sua equipe, justificando que a inclusão de Goldberg no chat foi “a única falha em dois meses, e não foi nada sério”.

Alguns democratas, no entanto, sugeriram que funcionários do governo deveriam ser punidos ou demitidos.

“Não podemos atribuir isso a um simples erro — as pessoas deveriam ser demitidas por isso”, opinou a deputada Sara Jacobs (Democrata-Califórnia) à Axios.

“Esta é uma violação de segurança nacional ultrajante e cabeças devem rolar. Precisamos de uma investigação completa e audiência sobre isso no Comitê de Serviços Armados da Câmara, o mais rápido possível”, escreveu o deputado Chris Deluzio (Democrata-Pensilvânia) em uma publicação na plataforma de mídia social X, entre muitas mensagens semelhantes sobre o incidente publicadas pelos democratas.

Os principais democratas da Câmara nos comitês de Serviços Armados, Inteligência, Relações Exteriores e Supervisão da Câmara enviaram uma carta na segunda-feira (24) aos funcionários do governo Trump.

Eles escreveram: “Estamos profundamente preocupados com a reportagem no The Atlantic de que você e outros funcionários do governo Trump” falaram sobre ações militares contra os Houthis via Signal.

Em um artigo publicado na segunda-feira (24), Goldberg alegou que o bate-papo do Signal — que também incluía o secretário de Defesa Pete Hegseth, a chefe de inteligência Tulsi Gabbard, o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio — continha planos para atacar os Houthis, um grupo terrorista sediado no Iêmen que vem realizando ataques no Mar Vermelho há meses.

Goldberg disse à MSNBC na segunda-feira (24) que a troca no chat supostamente continha um “relato minuto a minuto do que estava prestes a acontecer” compartilhado por Hegseth no Iêmen.

“Este é o plano deles, e ele estava pegando o plano deles e compartilhando com um grupo de líderes civis”, relatou.

Mas Hegseth, falando com repórteres na segunda-feira (24) no Havaí, criticou as afirmações de Goldberg e alegou que “ninguém estava enviando mensagens de texto com planos de guerra”. Ele também criticou Goldberg por reportagens anteriores que ele fez.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, ecoou na terça-feira (25) a declaração de Hegseth de que nenhum plano de guerra foi enviado no chat. Ela disse que nenhum material confidencial foi divulgado.

“O Gabinete do Conselheiro da Casa Branca forneceu orientação em diversas plataformas diferentes para que os principais funcionários do presidente Trump se comuniquem da forma mais segura e eficiente possível”, escreveu Leavitt.

O incidente ocorreu meses depois que o FBI e outras agências federais aconselharam autoridades do governo dos EUA e políticos eleitos a pararem de usar mensagens de texto e migrarem para plataformas que usam criptografia de ponta a ponta, incluindo Signal, WhatsApp e BrightChat, entre várias outras.