Trump assina acordo para colocar TikTok sob propriedade dos EUA

O vice-presidente JD Vance afirmou que os americanos podem confiar que a popular plataforma de vídeos não será usada como “arma de propaganda.”

Por Catherine Yang
26/09/2025 13:51 Atualizado: 26/09/2025 13:51
Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times. 

O presidente Donald Trump aprovou, nesta quinta-feira (25), o acordo do TikTok nos EUA assinando uma ordem executiva que dará à ByteDance, com sede na China, 120 dias para finalizar os termos com investidores americanos.

Em 2024, os Estados Unidos aprovaram uma lei que exige que a ByteDance, uma empresa controlada por um adversário estrangeiro, se desfaça do popular aplicativo de mídia social. De acordo com a lei, a ByteDance ficará limitada a uma participação inferior a 20% na nova joint venture.

“Temos investidores americanos assumindo e gerenciando a plataforma”, disse Trump em uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira. “Temos controles muito bons.”

“Temos investidores americanos assumindo e gerenciando a plataforma”, disse Trump em uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira. “Temos controles muito bons.”

O vice-presidente J.D. Vance disse: “Este acordo realmente significa que os americanos podem usar o TikTok, mas agora com mais confiança do que tinham no passado, porque seus dados estarão seguros e não serão usados como uma arma de propaganda contra nossos cidadãos”.

O escritório do vice-presidente vinha trabalhando no componente comercial do acordo desde a primavera.

O acordo dará aos investidores americanos a maioria da propriedade na joint venture, além de seis dos sete assentos no conselho. Funcionários da Casa Branca afirmaram que esses membros do conselho terão credenciais em cibersegurança e segurança nacional. A ByteDance poderá indicar um membro do conselho, mas não terá participação em decisões relacionadas à segurança.

O governo dos EUA não terá participação na nova joint venture e não nomeará membros para o conselho.

Trump defende a propriedade americana do TikTok desde sua primeira administração, determinando que o acesso da China ao aplicativo, usado por 170 milhões de americanos, representava um risco à segurança nacional.

A ByteDance e o TikTok haviam apresentado anteriormente várias propostas ao governo federal para aumentar a segurança sem precisar se desfazer do aplicativo, incluindo o plano “Project Texas”, que nomeava a Oracle como provedora de segurança confiável. As negociações se estenderam pelas administrações de Trump e Biden.

Em 2022, o governo considerou essas propostas insatisfatórias, levantando preocupações sobre os dados que, segundo a ByteDance, ainda seriam transmitidos dos EUA para a China, e sobre a capacidade do regime chinês de influenciar o aplicativo devido às operações baseadas na China.

Pesquisadores alertaram que o aplicativo suprime críticas ao regime comunista chinês, enquanto outros grupos expressaram preocupação com o tipo de conteúdo exibido a usuários menores de idade.

Havia certa expectativa de que o aplicativo não estaria mais disponível nos EUA após uma lei aprovada em 2024 iniciar a contagem regressiva que exigia que a ByteDance vendesse o TikTok ou encerrasse as operações, e a ByteDance afirmou que o regime chinês não permitiria a venda do algoritmo.

Na sexta-feira (19), Trump anunciou, após uma ligação de duas horas com o líder do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping, que o acordo do TikTok nos EUA tinha aprovação da China.

“Eles estão a bordo”, confirmou Trump nesta quinta-feira. Ele disse que falou com Xi, que lhe disse para “seguir em frente” com o acordo.

Funcionários da Casa Branca preveem que o TikTok contribuirá com 178 bilhões de dólares para o desenvolvimento econômico nos próximos quatro anos.

Essa nova joint venture também nomeia a Oracle como provedora de segurança confiável, responsável pelo treinamento e segurança do infame algoritmo do TikTok, mas sem o controle do código pela ByteDance, segundo autoridades.

Altos funcionários da Casa Branca disseram nesta segunda-feira (22) que obter o algoritmo foi um “ponto difícil de negociação”, mas que o lado chinês concordou que ele ficaria sob controle dos EUA, necessário para atender a uma lei de segurança nacional americana.

As autoridades confirmaram que a Oracle e a empresa de private equity Silver Lake estão entre os investidores. Trump disse que Rupert Murdoch e seu filho Lachlan Murdoch, o fundador de tecnologia Michael Dell e o fundador da Oracle Larry Ellison podem ter algum papel.