Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.
O presidente Donald Trump anunciou em 6 de fevereiro que estabelecerá uma força-tarefa do Departamento de Justiça (DOJ, na sigla em inglês) para “erradicar o preconceito anticristão” no governo federal.
Trump anunciou a medida no Washington Hilton durante um dos dois eventos do Café da Manhã Nacional de Oração, revelando que mais tarde assinaria uma ordem executiva nomeando a Procuradora Geral Pam Bondi como chefe da força-tarefa.
“A missão dessa força-tarefa será interromper imediatamente todas as formas de perseguição e discriminação anticristã dentro do governo federal, inclusive no DOJ – que foi absolutamente terrível, no IRS, no FBI, terrível – e em outras agências”, disse Trump.
Ele acrescentou que o grupo “trabalhará para processar totalmente” a violência e o vandalismo contra os cristãos e “moverá céus e terra para defender os direitos dos cristãos e crentes religiosos em todo o país”.
Durante o governo Biden, o Departamento de Justiça foi criticado por processar manifestantes pacíficos pró-vida, incluindo alguns idosos, de acordo com a Lei de Liberdade de Acesso a Entradas de Clínicas (FACE, na sigla m inglês). Muitos desses acusados foram condenados a anos de prisão. Trump perdoou 23 deles poucos dias depois de assumir o cargo.
O FBI também enfrentou reações negativas em relação a um memorando que vazou e que descrevia os católicos tradicionais como extremistas violentos e propunha espioná-los em suas igrejas. Durante o governo Obama, a fiscalização agressiva do IRS sobre grupos conservadores, inclusive organizações cristãs, provocou um grande escândalo.
A Força-Tarefa para Acabar com a Guerra aos Cristãos incluirá membros do Gabinete de Trump e agências federais relevantes, de acordo com um informativo da Casa Branca.
Os membros analisarão as práticas, a conduta e as políticas de todos os departamentos e agências federais para identificar e eliminar qualquer preconceito anticristão. O grupo buscará a contribuição de organizações religiosas e outras partes afetadas para desenvolver recomendações para ações futuras.
“Se não tivermos liberdade religiosa, então não teremos um país livre, provavelmente nem mesmo teremos um país”, disse Trump.
O presidente também anunciou a formação de um novo Escritório de Fé da Casa Branca, liderado pela pastora Paula White, e uma Comissão Presidencial sobre Liberdade Religiosa.
“Vai ser uma coisa muito importante”, disse Trump sobre a comissão, observando que seu objetivo seria ‘defender esse direito fundamental’ de liberdade religiosa.
“Infelizmente, nos últimos anos, temos visto essa liberdade sagrada ser ameaçada como nunca antes na história americana”, disse ele.
Ele apontou para a acusação do Departamento de Justiça contra a ativista pró-vida Paulette Harlow, 75 anos, com base na Lei FACE e em um estatuto de conspiração contra direitos por bloquear a entrada de uma clínica de aborto em Washington.
“Paulette Harlow foi condenada a dois anos de prisão por orar pacificamente do lado de fora de uma clínica, acusada com base em uma lei obscura que não era usada há anos, seletivamente armada contra cristãos pelo governo anterior”, disse Trump.
Harlow, que estava presente em seus comentários, foi um dos 23 manifestantes que Trump perdoou durante sua primeira semana no cargo.
“O que aconteceu com você nunca mais deve acontecer nos Estados Unidos”, disse Trump a Harlow.



