Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.
WASHINGTON — Os senadores dos EUA receberam um briefing confidencial do Secretário de Defesa americano Pete Hegseth; do General da Força Aérea Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto; do conselheiro de segurança nacional e Secretário de Estado Marco Rubio; e do Diretor da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), John Ratcliffe, em 26 de junho, sobre o recente ataque “Buster Bomb” às instalações nucleares do Irã.
A reunião ocorreu após o que foi chamado de relatório preliminar, creditado a fontes anônimas da Agência de Inteligência de Defesa americana (DIA), que vazou para a CNN. O relatório afirmava que os ataques provavelmente atrasaram o Irã em apenas alguns meses, enquanto a CIA divulgou uma avaliação adicional, afirmando que as instalações iranianas foram severamente danificadas e levarão anos para serem reconstruídas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outras autoridades americanas de alto escalão descartaram o relatório vazado como falso.
Embora os funcionários do governo não tenham divulgado nenhum detalhe confidencial à imprensa, e uma avaliação final dos danos ainda não tenha sido divulgada, os legisladores saíram da reunião expressando opiniões diferentes sobre o quanto de dano eles sentiam que os esforços dos Estados Unidos tinham causado às instalações do Irã.
O senador John Hoeven (Republicano-Dakota do Norte), por exemplo, pareceu concordar com a avaliação da CIA de que a destruição atrasou o programa do Irã em pelo menos um ano, se não anos.
“Acho que essa é uma boa fonte documentada da CIA, que eles divulgaram publicamente, que vocês podem consultar e que eles apoiam”, disse ele à imprensa após o briefing. “Isso é bastante sólido.”
O senador Lindsey Graham (Republicano-Carolina do Sul) saiu da reunião afirmando que os locais foram, como disse Trump, “obliterados”. Ele não disse quanto tempo achava que o regime iraniano levaria para se recuperar, mas afirmou que novos ataques militares contra quaisquer instalações reconstruídas precisam ser considerados, desde que o regime islâmico mantenha sua posição de destruir Israel.
Outros não estavam tão convencidos do nível de destruição. Senadores democratas afirmaram que a avaliação vazada, divulgada pela CNN, era preliminar e que danos significativos foram de fato causados ao programa nuclear. No entanto, o senador Chris Murphy (Democrata-Connecticut) manteve a opinião de que os danos apenas atrasaram o regime islâmico em alguns meses, e ele e seus colegas democratas continuaram a criticar Trump por afirmar que os locais foram “obliterados” antes da divulgação de uma avaliação.
“Para mim, ainda parece que só atrasamos o programa nuclear iraniano em alguns meses”, disse o senador Murphy. “Não há dúvida de que houve danos ao programa, mas as alegações de que obliteramos o programa deles simplesmente não parecem se sustentar.”
O senador Mark Warner (Democrata-Virgínia) disse que, embora esperasse que a avaliação final mostrasse a aniquilação, ele também expressou preocupação de que a descrição de Trump pudesse “acabar fornecendo uma falsa sensação de conforto” ao povo americano e ao mundo.
O senador Richard Blumenthal (Democrata-Connecticut) pareceu inclinado a reservar sua opinião até que uma avaliação final seja divulgada.
“A questão é que não sabemos”, disse ele. “Quem diz que sabemos com certeza está inventando, porque ainda não temos uma avaliação final dos danos.”
Murphy e Warner também expressaram preocupações de que a Diretora de Inteligência Nacional americana, Tulsi Gabbard, estivesse ausente da reunião.
Enquanto isso, o senador Chuck Schumer (Democrata-Nova Iorque) disse estar preocupado com o fato de a recuperação nuclear do Irã continuar sendo uma questão na reunião.
“O que ficou claro é que não havia uma estratégia coerente, nenhum objetivo final, nenhum plano (…) nenhum plano detalhado sobre como o Irã não obteria uma arma nuclear”, disse ele.
“Qualquer pessoa naquela reunião, qualquer pessoa, se for honesta consigo mesma, com seus eleitores, com seus colegas, saberá que precisamos aplicar a Lei dos Poderes de Guerra e forçá-los a articular a resposta para algumas perguntas específicas”, acrescentou.
Os comentários dos legisladores seguem declarações feitas pelo Diretor Geral da Agência Internacional de Energia Atômica das Nações Unidas, Rafael Grossi, afirmando que os Estados Unidos destruíram completamente as instalações do Irã apenas olhando para as imagens de satélite.
“Dada a potência desses dispositivos e as características técnicas de uma centrífuga, já sabemos que essas centrífugas não estão mais operacionais, porque são máquinas bastante precisas: há rotores, e as vibrações [das bombas] os destruíram completamente”, disse ele.
Todos os legisladores pareciam unidos na esperança de que a diplomacia prevalecesse no futuro, enquanto alguns expressaram mais ceticismo do que outros sobre a facilidade de fazer o atual regime do Irã cooperar.
“O Irã nunca cumpriu nenhum acordo que tenha feito”, disse Hoeven. “Eles não são negociadores confiáveis. Então, como vamos ter algo que seja verdadeiramente verificável?”



