Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.
O Comitê de Finanças do Senado aprovou a nomeação do bilionário financista Scott Bessent como secretário do Tesouro dos Estados Unidos no governo do presidente Donald Trump.
Os senadores votaram por 16 a 11 para aprovar a nomeação do gestor de fundos hedge para liderar o Departamento do Tesouro.
Dois senadores democratas — Maggie Hassan (D-N.H.) e Mark Warner (D-Va.) — votaram a favor junto com todos os republicanos.
A nomeação de Bessent será submetida a uma votação no plenário nos próximos dias.
O presidente do Comitê de Finanças do Senado, Mike Crapo (R-Idaho), elogiou as qualificações de Bessent e reafirmou seu compromisso com uma rápida confirmação.
“O sr. Bessent tem décadas de experiência acadêmica, profissional e de liderança relevantes para o cargo, além da gravidade, postura e caráter necessários para ser um secretário eficaz”, disse Crapo em uma sessão executiva.
“Não há dúvida de que o sr. Bessent é uma excelente escolha para secretário do Tesouro. Ele tem meu voto”.
Na audiência de confirmação da semana passada, o futuro secretário do Tesouro disse aos legisladores que não estender a Lei de Cortes de Impostos e Criação de Empregos de 2017 causaria “uma calamidade econômica” e levaria a uma “instabilidade financeira” que impactaria as classes média e trabalhadora.
Ele também desconsiderou as preocupações dos membros do comitê sobre os planos tarifários de Trump, afirmando que tarifas comerciais podem fortalecer o dólar americano, facilitar mudanças nas preferências dos consumidores e pressionar os fabricantes estrangeiros a reduzir preços.
“A história das tarifas e a teoria das tarifas — a teoria das tarifas ótimas — não sustentam o que você está dizendo”, afirmou Bessent.
Bessent observou que as tarifas podem ser classificadas em três categorias: uma ferramenta para lidar com o comércio desleal, uma fonte de receita e uma tática de negociação.
Durante a audiência, Bessent abordou uma ampla gama de questões econômicas, como reiterar seu apoio à independência do Federal Reserve, opor-se à criação de uma moeda digital do banco central e revelar que estaria aberto a eliminar o teto da dívida.
Democratas expressam preocupação com os impostos
O senador Ron Wyden (D-Ore.), membro sênior do comitê, se opôs à nomeação de Bessent, afirmando que o fundador do Key Square Group não tem sido “transparente com seus impostos”.
“Como muitos magnatas de Wall Street, ele optou por não contribuir com sua parcela justa para o Medicare, privando o programa de quase US 1 milhão em apenas três anos”, disse Wyden.
Outros membros do comitê, incluindo os senadores Peter Welch (D-Vt.) e Sheldon Whitehouse (D-R.I.), expressaram preocupação com a disputa tributária entre Bessent e o IRS.
“Isso mostra o duplo padrão na América”, disse Whitehouse. “Se você é bilionário, não se espera que siga as regras. Todo mundo é obrigado a seguir as regras”.
Em defesa do indicado ao Tesouro dos EUA, Crapo afirmou que o IRS está tentando alterar sua interpretação da lei tributária em questão.
“Se a mudança de interpretação do Serviço de Receita Interna for aceita, ele terá impostos a pagar, assim como muitas outras pessoas”, disse Crapo.
“Essa questão está nos tribunais, mas não em um caso movido por ele, e sim em um caso em que outro contribuinte processou o IRS para tentar mudar as regras”.

Wyden também afirmou, em suas observações preparadas, que Bessent estava despreparado para responder perguntas sobre política tributária e teve dificuldades durante a audiência de confirmação da semana passada.
“Eu não espero concordar muito com um indicado de Trump quando se trata de política econômica”, disse ele.
“Mas uma audiência de nomeação é, essencialmente, uma entrevista de emprego, e eu espero que os indicados venham preparados. O sr. Bessent falhou nesse teste sobre o maior debate de política econômica do momento”.
O principal democrata no Comitê de Finanças do Senado citou mais tarde reportagens sobre um suposto esquema de “pay-to-play” (pagar para participar) envolvendo Boris Ephshteyn, assessor de Trump.
Wyden disse que, em uma reunião individual, Bessent lhe contou sobre Ephshteyn mencionar pagamentos por serviços de relações públicas.
“Ele deu uma resposta diferente em resposta a uma pergunta escrita após sua audiência”, afirmou Wyden.
“Sua nova resposta é que ninguém jamais lhe perguntou sobre pagamentos em troca de uma nomeação. Ele ainda se recusa a revelar com quem mais no círculo de Trump ele conversou sobre isso”.
Até agora, o recém-empossado secretário de Estado Marco Rubio tem sido o único indicado por Trump confirmado em votação no Senado.
Comitês do Senado avançaram com outros indicados, incluindo Pete Hegseth (Defesa), John Ratcliffe (CIA), Kristi Noem (Segurança Interna) e Russell Vought (Gestão).



