Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.
Jeff Bezos anunciou novas diretrizes para as páginas de opinião publicadas no Washington Post.
“Escreveremos todos os dias em apoio e defesa de dois pilares: liberdades individuais e livre mercado”, escreveu Bezos na plataforma de rede social X. “Cobriremos outros tópicos também, é claro, mas os pontos de vista que se opõem a esses pilares serão deixados para serem publicados por outros.”
Bezos revelou as mudanças na quarta-feira, compartilhando uma nota que enviou à sua equipe.
Bezos acrescentou que acredita que os tópicos são mal atendidos no cenário atual da mídia e que está animado para “preencher essa lacuna”.
Ele também revelou que ofereceu a David Shipley a oportunidade de liderar o novo capítulo. Shipley, no entanto, decidiu deixar o cargo após uma cuidadosa consideração, de acordo com Bezos. Agora está em andamento a busca por um novo editor de opinião.
O fundador da Amazon.com comprou o jornal e outros veículos de mídia em 2013 por US$ 250 milhões, após anos de desafios no setor de notícias.
Como a maioria dos jornais, o Washington Post estava perdendo leitores e anunciantes com a expansão da internet. O valor do jornal diminuiu e ele foi forçado a reduzir a equipe da redação e fechar várias agências ao longo dos anos.
Bezos reconheceu em sua nota aos funcionários que a internet continua a apresentar desafios para o jornal.
“Houve um tempo em que um jornal, especialmente um que era um monopólio local, poderia ter visto como um serviço levar à porta do leitor, todas as manhãs, uma seção de opinião ampla que procurasse cobrir todos os pontos de vista. Hoje, a internet faz esse trabalho”, escreveu Bezos.
A mudança nas páginas de opinião provocou uma reação positiva do proprietário da X, Elon Musk, que lidera o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês) do presidente Donald Trump.
“Bravo, [Jeff Bezos]!” Musk respondeu no X.
Bezos ganhou as manchetes durante a eleição presidencial de 2024 quando anunciou que o Washington Post não endossaria Donald Trump nem Kamala Harris. Em uma artigo, o jornal informou que a equipe editorial planejava apoiar Harris, mas Bezos decidiu encerrar o precedente de décadas. Na época, a decisão de Bezos levou ao cancelamento de milhares de assinaturas, de acordo com o jornal.
Bezos compareceu à posse de Trump em janeiro, sentado ao lado de outros grandes titãs da tecnologia, incluindo o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, e o CEO da Apple, Tim Cook.
Da NTD News



