Novo documentário “God Complex” analisa o crescimento da censura nos EUA

Críticos dos esforços governamentais para restringir a liberdade de expressão chamam a estratégia de influência e intimidação para silenciar debates de “complexo industrial da censura”.

Por Travis Gillmore
17/10/2025 12:12 Atualizado: 17/10/2025 12:12
Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times. 

WASHINGTON — Governos estão usando a censura como ferramenta para influenciar opiniões e manipular eleições, e isso está acontecendo na Terra da Liberdade, segundo o documentário God Complex: The Rise of America’s Censorship Machine, lançado nesta quinta-feira (16). 

O ex-diplomata do Departamento de Estado Mike Benz, fundador e diretor-executivo da Fundação para a Liberdade Online (Foundation for Freedom Online), é destaque no filme, no qual explica como governos trabalham com empresas de tecnologia e redes sociais para regular a fala e limitar o fluxo de informações.

“O problema é que, se o governo proíbe você de falar sobre algo, você não consegue formular políticas para mudar o que o governo faz, e isso destrói a própria ideia de democracia”, disse Benz ao Epoch Times antes da exibição do filme em Washington, na sexta-feira (10).

“A legitimidade da democracia é que ela é um governo do povo e para o povo, e se o povo não pode mudar o que o governo faz porque o governo proibiu que falem sobre isso, então não se consegue formar nenhum movimento para mudar políticas.”

God Complex foi produzido pela Brasil Paralelo, plataforma de streaming brasileira, e financiado integralmente por assinantes, garantindo aos cineastas controle editorial livre de influências políticas, segundo a empresa.

“Nossa missão é resgatar a cultura por meio de histórias que educam, inspiram e devolvem valores atemporais aos corações das pessoas”, afirmou a empresa em comunicado.

Críticos dos esforços governamentais para restringir a liberdade de expressão descrevem a estratégia de influência e intimidação para silenciar debates como o “complexo industrial da censura”.

A expressão faz referência ao discurso de despedida do presidente Dwight D. Eisenhower, em 1961, quando alertou os americanos sobre o perigoso crescimento do que chamou de “complexo militar-industrial”.

O filme inclui imagens de Jan Jekielek, editor sênior do The Epoch Times e apresentador do programa American Thought Leaders no EpochTV, descrevendo como campanhas coordenadas de censura atingiram a organização jornalística sem fins lucrativos, incluindo um episódio que resultou em perdas superiores a 25 milhões de dólares, quando seus canais no YouTube foram desmonetizados.

“O nível de censura que experimentamos… foi além do que eu poderia imaginar”, disse Jekielek no documentário. “E nós realmente nem entendíamos o porquê.”

Mike Benz fala com jornalistas na estreia do documentário God Complex: The Rise of America's Censorship Machine, em Washington, em 10 de outubro de 2025.(Foto: Travis Gillmore/The Epoch Times)
Mike Benz fala com jornalistas na estreia do documentário God Complex: The Rise of America’s Censorship Machine, em Washington, em 10 de outubro de 2025. (Foto: Travis Gillmore/The Epoch Times)

Os cineastas destacaram a cobertura da grande mídia sobre as alegações de que o presidente Donald Trump teria conspirado com a Rússia — uma história que o Epoch Times acompanhou detalhadamente na época, com investigações que desmentiram a narrativa predominante.

A censura generalizada relacionada à pandemia de COVID-19, ao laptop de Hunter Biden e a outros temas considerados sensíveis demais para o público é um dos principais assuntos abordados no documentário.

O filme de longa-metragem também conta com a participação de Tom Fitton, presidente do grupo de vigilância governamental Judicial Watch; Xi Van Fleet, autora de Mao’s America: A Survivor’s Warning; Sasha Gong, ex-prisioneira política na China, jornalista e historiadora; entre outros nomes.

Muitos dos entrevistados chamam atenção para o uso da tecnologia como forma de restringir a liberdade de expressão na internet, classificando a prática como uma violação da Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

“Pensem bem: o presidente em exercício dos Estados Unidos teve suas contas no Twitter e no Facebook bloqueadas”, disse John Solomon, CEO e editor-chefe do Just The News, no filme. “Nossos pais fundadores jamais poderiam ter imaginado algo assim.”

Alguns dos entrevistados também destacam o papel do governo americano na influência de eleições estrangeiras e os diversos métodos usados por agências de inteligência para monitorar a opinião pública, manipular protestos e controlar narrativas na mídia.

O documentário está disponível gratuitamente para transmissão online no site da produtora e em breve estreará também em plataformas de mídia social ao redor do mundo.