Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.
O presidente eleito Donald Trump não irá impor novas tarifas no primeiro dia de seu novo mandato. Em vez disso, ele assinará um memorando direcionando as agências federais a investigar práticas comerciais desleais de países estrangeiros e recomendar políticas comerciais associadas.
O memorando destaca a China, pedindo uma revisão do cumprimento do acordo comercial Fase Um de 2020, e inclui uma avaliação do Acordo de Comércio Estados Unidos–México–Canadá (USMCA, na sigla em inglês), que está programado para renovação em 2026, de acordo com o Wall Street Journal.
Anteriormente, Trump afirmou repetidamente que imporia tarifas adicionais de 10% sobre todos os bens importados da China e 25% sobre os do Canadá e México.
O memorando de política comercial é uma das muitas ações executivas esperadas para o primeiro dia de mandato.
Trump também deve declarar uma emergência nacional de energia e emitir uma ordem executiva permitindo a perfuração no Alasca. Em uma coletiva de imprensa pela manhã, um funcionário da nova Casa Branca disse que a declaração de emergência é justificada porque os custos elevados de energia atuais são desnecessários e impedem os Estados Unidos de competir com a China na corrida pela inteligência artificial, crucial para a liderança global americana.
Durante seu primeiro mandato, Trump usou várias leis para impor tarifas. Ele invocou a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que dá ao presidente autoridade para impor tarifas para lidar com práticas estrangeiras desleais que afetam a economia dos EUA. Após uma revisão pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA, Trump impôs tarifas sobre importações chinesas no valor de aproximadamente US$ 300 bilhões anuais. A administração Biden manteve todas as tarifas e acrescentou mais no ano passado, após a revisão estatutária de quatro anos conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA.
Em março de 2018, Trump utilizou a Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio de 1962 para impor uma tarifa de 25% sobre o aço e uma taxa de 10% sobre o alumínio de todos os países, exceto Canadá e México. A lei permite que o presidente imponha tarifas se o Departamento de Comércio determinar que certas importações prejudicam a segurança nacional dos EUA.
Em outubro de 2021, o presidente Joe Biden chegou a um acordo com a União Europeia e o Reino Unido para substituir as tarifas por cotas, em troca do levantamento das tarifas retaliatórias sobre as exportações americanas.
A administração Biden arrecadou US$ 77 bilhões em receitas tarifárias no ano fiscal de 2024, encerrado em setembro de 2024. Isso representou cerca de 1,6% da receita total do governo.



